
Fonte: R7 Esportes
Autor de três gols nos últimos três jogos no Itaquerão, marca que divide com o meia Jadson, Vagner Love ainda tenta superar a desconfiança da torcida corintiana.
Revelado no rival Palmeiras, o centroavante agora tem a difícil missão de vestir a camisa 9 deixada pelo ídolo Paolo Guerrero, contratado pelo Flamengo.
Love, inclusive, acredita que seu ex-companheiro de Timão teria totais condições de ser o titular da seleção de Dunga hoje, caso fosse brasileiro.
Além de elogiar o peruano, o atacante corintiano também falou sobre as chances que teve com a Amarelinha, de sua passagem pela China e seu passado palmeirense.
R7: Dá para comparar seu estilo com o do Guerrero?
Love: São características diferentes. O Guerrero gosta de jogar de um jeito e eu gosto de jogar de outro. Por isso foi difícil me entrosar no começo. Ele era o titular absoluto e os outros atletas estavam acostumados com sua maneira de atuar.
R7: Quais são as principais diferenças?
Love: Na forma de receber a bola. Eu faço muito bem o pivô no chão e ele consegue fazer no alto, coisa que já tenho dificuldade.
R7: Mas não há nenhuma semelhança?
Love: Nós gostamos de fazer gols. Por onde eu passei fui artilheiro e vou tentar ser também no Corinthians. Sei da responsabilidade de substituir o cara que fez o gol do título mais importante da história do clube, mas sempre estive pronto para assumir minhas responsabilidades.
R7: Falando em seleção, após um ano da derrota por 7 a 1 para Alemanha, um dos jogadores mais criticados do Brasil foi justamente o centroavante, o Fred. Se o Vagner Love fosse o Dunga, quem seria o 9 brasileiro? Ou jogaria sem ninguém na referência?
Love: (Risos). Como não sou treinador e nem pretendo ser no futuro…Fica muito difícil de responder.
R7: Mas o que você acha do Roberto Firmino e do Diego Tardelli, que jogaram na última Copa América?
Love: Não acompanhei a carreira do Firmino, então não posso falar dele. Vi o Tardelli no Atlético-MG e ele estava muito bem. Merecia muito ser convocado e ainda merece, mas na China não sei se vai continuar sendo chamado. Sei que tem qualidade para estar na seleção.
R7: Não arrisca mesmo “convocar” um 9 para a seleção?
Love: Não mesmo (risos).
R7: E se o Guerrero fosse brasileiro? Teria chances?
Love: Com certeza. Mostrou isso na Copa América. Mesmo atuando pelo Peru, uma seleção que não tem a fama de ter grandes jogadores. Foi terceiro lugar na competição e acabou como um dos artilheiros. Representaria muito bem o Brasil.
R7: Ele seria titular?
Love: Seria titular, sim.
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