
O Flamengo só deu um chute a gol contra o lanterna e a pior defesa do campeonato. O Flamengo foi dominado por um time, cujo treinador só teve dois dias de treino.
Ora meu Deus!
Cristóvão surpreendeu a todos com suas duas linhas de quatro contra o Atlético Paranaense na semana passada. Mas não pôde contar com Allan Patrick – responsável pela saída de bola, conclusão, voltou ao pífio esquema 4-2-3-1, deixou Émerson e Éverton isolados e o Guerrero só recebendo passes de costas pro gol, e quando conseguia um drible pra chutar já chegava marcação dupla.
É verdade que o peruano perdeu um gol livre, era só esperar o goleiro cair, mas ele só teve uma chance no jogo inteiro. Muito pouco!
Márcio Araújo foi o responsável pela transição e Ederson jogou afastado demais do gol. Não tinha como dar certo.
O começo do segundo tempo foi o retrato fiel do Cristóvão Borges. Qualquer torcedor juvenil enxergava que o Vasco havia voltado melhor, pressionava e forçava os chutes dos zagueiros Rubro Negros, menos o treinador profissional. O gol vascaíno era questão de tempo. Saiu aos 15 minutos.
A escolha pelo bom Jajá foi a gota d’água. Absurdo colocá-lo nessas circunstâncias quando em outras situações se escolheu pelo Gabriel e Luiz Antônio, por exemplo.
Foi uma noite trágica e nebulosa para o Cristóvão, que acabou sendo demitido / pediu demissão nesta quinta-feira. Não tinha outra coisa a ser feita depois de sucessivos erros e equívocos.
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Novamente o Flamengo troca de técnico, é o oitavo neste mandato do Bandeira. Escrevi por aqui que esse rodízio só acontece porque o único nome escolhido para um trabalho à longo prazo: Mano Menezes, não vingou.
De lá pra cá é um festival de trocas de treinadores, esse é o retrato do futebol brasileiro. Não temos um único técnico em destaque no futebol da América do Sul e muito menos da Europa. Não consigo citar um (exceção ao Tite e Marcelo Oliveira) que possa pensar em realizar um trabalho para dois, três anos. Todas as escolhas disponíveis são vistas como paliativas.
E todas as demissões de técnicos no Flamengo acabaram sendo justas. Não tem uma que podemos dizer: “ele fazia um trabalho, não merecia sair”. O que corrobora com o comentário acima sobre o nível dos “professores”.
Critica-se a demissão de um treinador em três meses, mas os próprios são os mais interessados que permaneça esse rodízio de esperanças e confiança que vendem a cada novo clube que chegam.
Não sei sinceramente o que esperar do Osvaldo de Oliveira. A meu ver o Flamengo deveria já pensar em um treinador estrangeiro pro ano que vem, entretanto não enxergo nenhum norte na gestão do futebol do clube. Conduzem o barco ao balanço da maré, e assim vão tentando uma sorte aqui e ali pra conquistar alguma coisa, como foi a Copa do Brasil de 2013.
A montagem do elenco é concluída apenas para o segundo turno, a preparação física pifa e agora perdem uma peça importante no ponto mais fraco: a defesa, com a saída do Cáceres.
Agora torço apenas para que Osvaldo realize as três substituições que tem direito durante os 90 minutos, que mantenha a coerência e arrume a defesa. Se fizer isso já estará de bom tamanho.
André Amaral
Fonte: Ninho da Nação
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