
E há quem diga que ando de mau humor ao falar do Flamengo. Sou um ser humano e, ao que eu saiba, são as hienas que comem merda e riem. É difícil dizer o que foi pior nessa melancólica noite de quarta-feira. Num estádio vazio para um clássico dito dos milhões ou das multidões, um jogo horroroso sob todos os aspectos. Uma pelada digna de ter como cenário um rala coco de qualquer várzea. Uma piada de extremo mau gosto para os que se dispuseram a assisti-la. Uma derrota desoladora para o lanterna do Campeonato Brasileiro. O pior ataque nos marcou mais um gol; a pior defesa outra vez não foi vazada por nós. A propósito, mesmo com a fragilidade evidente do adversário, foi a terceira derrota seguida para o mesmo rival carioca em três partidas disputadas esse ano.
Depois do que temos visto, em especial nesse primeiro jogo das oitavas da Copa do Brasil, a conclusão parece bem simples. Os postulantes à presidência do Flamengo, a chapa azul A e chapa azul B, terão um trabalho muito árduo para resgatar a autoestima da torcida em relação ao futebol rubro-negro. Aliás, todos os envolvidos nesse páreo de dois cavalos possuem a mesma dose de responsabilidade no que ocorre no momento. O perfume de todos é o mesmo, as origens também, estavam juntos até ontem, quiçá voltem a estar até dezembro. Esse legado, portanto, pertencerá aos mesmos, ganhe quem ganhar as eleições. Favor não virem com historinhas.
A Magnética, em sua sacrossanta fidelidade, persiste em comparecer em maior número que as demais, se esforça para empurrar o time, alimenta esperanças vãs e cria ídolos de pés de barro da noite para o dia. Mas não pode jogar. São quem menos têm culpa nesse processo viciado pelo qual passa o clube. Não me importaria de trocar a Copa do Brasil por dias melhores. Diga-se de passagem, esse conto de vigário nos passaram em 2013. De lá para cá… O que mais avaliar sobre a triste constatação de serem esses jogadores, esse técnico e esses dirigentes os depositários de nossas expectativas nos próximos dezenove jogos de um turno para separar o joio do trigo?
A mística do Manto Sagrado nos últimos tempos tem sido enxovalhada com frequência. Não se vê adversários, árbitros, confederações ou federações destinando ao Flamengo o respeito que sempre esteve presente ao longo de nossa história. A situação é bastante preocupante. Olho para o Cristo, vestido com o Seu Manto Sagrado e percebo um olhar de amargura. Consternado, penso tê-Lo ouvido dizer a Quem Lhe deu o primeiro Manto:
Pai, perdoai-os. Eles não sabem o que fazem.
Alexandre Fernandes
MAGIA NELES!
Fonte: Magia Rubro Negra
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É exatamente assim que me sinto.Como diria Nelson Rodrigues, "uma cava depressão". A cada jogo do Flamengo é um martírio.No dia, aquela expectativa do, "será que vamos ganhar dessa vez"? "Será que ao menos empatamos"? Calma cara! O jogo vai ser contra o time do Vira Bosta.Pior, são esses que nós fazemos a alegria.Estou cansado do pós jogo ouvir sempre uma desculpa._ É o zagueiro que escorrega.O juiz que nos trata diferente.É o goleiro que falha.É o técnico que substitui errado, e vai por aí a fora.Vejo aquele puto do Eurico sacaneando a gente, e lembro de uma outra época, em que eram os dirigentes e jogadores do Botafogo que diziam, "jogo contra o Flamengo é bicho certo". Perdemos de novo, para um time de velhos e que se juntaram na vespera de enfrentar a gente.Não tiveram 2 treinos e... nos engolem em campo.Quer saber? Os caras ganham porque sabem que nosso time é cagão.Não tem fibra.São frouxos.Tem medo, putz... daquela camisa feiona! Copa do Brasil? Nessas circunstâncias, phodda-se! Meu medo, aquele que me acompanha e assusta, continua sendo a serie A do Brasileirão.SRN