
Promessa é dívida.
Sem medo de ser feliz, no primeiro semestre, quando ainda era técnico do Flamengo, Oswaldo de Oliveira declarou que certamente voltaria a dirigir seu time do coração algum dia. O único clube de onde ele saiu porque quis, porque as coisas não estavam bem e ele detectou que não havia clima para permanecer.
Oswaldo de Oliveira volta à Gávea doze anos depois para fazer um trabalho de médio e longo prazo. Tem de ser assim. É compromisso da direção do Flamengo para fazer o clube chegar ao patamar do qual está próximo, porque tem dívidas financiadas e contas controladas.
Falta só montar um grande time, o que se faz com tempo, mais do que com o chavão surrado do futebol brasileiro: “precisa-se de reforços.”
Há doze anos, Oswaldo de Oliveira pediu para sair depois de disputar 18 partidas.
Assume o lugar de Cristóvão Borges que sai “em comum acordo” depois de dirigir o Flamengo por… 18 partidas.
Em dois meses e meio não se monta time e todo mundo sabe disso. Oswaldo e Cristóvão sabem por experiência própria.
Curioso que o retrospecto de Cristóvão e Oswaldo seja assim tão parecido.
A palavra é essa: parecido. Não são iguais.
Cristóvão venceu oito vezes, empatou uma e perdeu nove.
Oswaldo de Oliveira venceu sete vezes, empatou três e perdeu oito.
Ganhou menos. Incrível!
Mas tanto a passagem de Cristóvão em 2015 quanto a de Oswaldo de Oliveira em 2003 resultaram em 24 pontos ganhos.
Fonte: PVC
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