
Real Madrid's Sergio Ramos, left disputes a red card shown to him by the referee for a foul on FC Barcelona's Neymar during a Spanish La Liga soccer match at the Santiago Bernabeu stadium in Madrid, Sunday March 23, 2014. (AP Photo/Paul White)
Fonte: Mauro Cezar Pereira
O mais absurdo nessa situação da arbitragem e seus erros seguidos é que há o patrulhamento. Querem que as pessoas sequer constatem o que veem. Não se trata de criar teorias conspiratórias, de afirmar algo sem provas, de acusações levianas, não, nada disso. Alguns não querem sequer que apontemos os erros seguidos dos apitadores e seus auxiliares. Clamam pelo silêncio constrangedor.
Patrulham e pressionam para que fiquemos calados diante do que se passa diante dos olhos. Mas é fato que erros têm se repetido. E os prejudicados ou beneficiados coincidem bem. Não constatar isso seria consequência de cegueira, ato de covardia ou um escancarado fanatismo. Talvez conveniência pela audiência, sei lá.
O que há por trás disso? Há algo? Não sabemos. Apenas erros por incompetência? Sempre é o mais provável, e a incapacidade de equipes de arbitragem é uma caratcerística comum nesses profissionas. Exceto se provarem o contrário. Como não há provas, fiquemos na constatação dos erros seguidos. Apontaremos e criticaremos.
Há muito coisa no futebol, como em outros setores. Existem, por exemplo, dirigentes que são inimigos do poder. Há também os que desagradam por tomadas de posição. Como na recente discussão da MP do futebol, por exemplo. O jogo político pode mudar. Rivais viram aliados e o contrário também acontece aqui e acolá. Política!
Fato é que equívocos de arbitragem em quantidades industriais tiram o brilho da competição, causam desânimo no torcedor. Quando apontam numa mesma direção várias vezes, direta e indiretamente, o fã fica desconfiado. E para colocar a pulga atrás da orelha ele não precisa de prova alguma, basta que deixe de acreditar.
Obviamente não apoio teorias conspiratórias. Mas não pretendo fechar os olhos e me esconder diante do que incomoda a tantos. Se o lado beneficiado hoje for prejudicado amanhã, nossa obrigação (jornalística inclusive) será apontar, constatar os fatos. Sem temer peso de camisa e tamanho de torcida. Sem fazer média com A ou com B.
Vamos juntos. Cobrar um futebol melhor, arbitragens capazes, uma comissão que os escale e que seja independente de entidades em geral. Vamos lutar para que o tema do apito saia ao máximo das manchetes. Sei que você também ama o futebol e para ele quer o melhor. Não se acovarde, companheiro.
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