Até sem reforços!

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Uma das coisas mais impressionantes na autêntica metamorfose sofrida pelo Flamengo, com a saída de Cristóvão e a chegada de Oswaldo de Oliveira, é que até mesmo sem os badalados reforços contratados no “pacote Guerrero”, o time vem jogando e bem e vencendo. Foi o que aconteceu na vitória sobre a Chapecoense, no campo do rival, onde até agora a equipe catarinense havia sofrido apenas duas derrotas – para São Paulo e Corinthians

Na Arena Condá, o Fla não pode contar com Guerrero, Emerson e Alan Patrick, que podem ser considerados, sem favor algum, os três jogadores mais talentosos do elenco. E foi com Paulinho, Éverton, Cirino, Canteros etc. (todos ainda do tempo de Vanderlei Luxemburgo), que a equipe dirigida por Oswaldo de Oliveira dominou as ações desde que a bola rolou e obteve um triunfo tranquilo e justo.

É impossível dizer, a esta altura do campeonato, se o rubro-negro conseguirá se manter no G-4 e, consequentemente, garantir uma vaga na Libertadores do ano que vem. Mas que voltou a ser Flamengo, voltou. Toma a iniciativa do jogo em qualquer campo e, na base de um toque de bola surpreendente, busca o gol em primeiro lugar. Que diferença faz um bom treinador!

Ladeira abaixo
Ao contrário do Fla, o Flu segue em queda livre. E desta vez não pode nem se queixar da ausência de Fred, que enfim voltou ao time mas o único chute que deu, digno de registro (e reprimenda) foi numa pobre lata de lixo, no caminho para o vestiário. A queda de produção do tricolor é tão assustadora que ele já se encontra equidistante do G-4 e do Z-4: sete pontos o separam dos dois grupos. É cada vez maior a pressão para que Enderson Moreira seja demitido, mas o presidente Peter Siemsen e seu vice de futebol Mário Bittencourt ainda resistem à ideia. Mas em caso de derrota para o Palmeiras, amanhã, acho que a situação se tornará insustentável. E aí, quem virá? As últimas escolhas (Cristóvão, Drubsky e Enderson) foram desastrosas. E ainda tem um abacaxi novo no pedaço, chamado Ronaldinho Gaúcho

Começou o milagre?
E o Vasco voltou a vencer! Não uma vez, mas duas. Seguidas! Será o início da milagrosa recuperação? Ainda é cedo para dizer que sim. Mas a vitória sobre o Atlético Paranaense foi convincente. O jogo contra o Cruzeiro, que também busca espantar o fantasma do rebaixamento, é uma ótima oportunidade para avaliar o tamanho dessa reação. Se vencer, no Mineirão, até eu começo a acreditar!

Na caça do mito
Será Novak Djokovic capaz de quebrar o recorde de número de títulos de Grand Slam de Roger Federer (17)? Antes disso, terá que superar a marca de Rafael Nadal (14). Mas com a conquista do US Open, no domingo passado, Nole já tem 10. Não custa lembrar que, na atual temporada, o sérvio foi à final dos quatro principais torneios e venceu três – deixou escapar apenas Roland Garros (o título que ainda lhe falta), surpreendentemente derrotado por Stan Wawrinka, depois de ter eliminado Nadal!
Aos 28 anos, Djoko é, sem sombra de dúvida, o melhor jogador de tênis do momento. Este ano, Federer ainda conseguiu uma recuperação impressionante (fez duas finais de Grand Slam, algo que não conseguia há muito tempo), mas em ambas teve que se contentar com o vice, batido pelo atual número 1 do mundo (Wimbledon e US Open). Já Rafa, pela primeira vez, desde 2005 (quando conquistou o seu primeiro título de Roland Garros) não chegou a nenhuma decisão de “major”. E enormes dúvidas cercam o seu futuro, por inúmeros problemas físicos, que o obrigaram a mudar um pouco o estilo, tornando-o bem mais vulnerável.

Voltando a Nole x Roger, é importante lembrar que, aos 28 anos, a idade atual do sérvio, Federer alcançou a marca de 15 títulos de Grand Slam (batendo o recorde histórico de Pete Sampras, com 14). Para chegar aos números do rival, o sérvio precisará de, pelo menos, mais duas temporadas praticamente perfeitas como as de 2011 e a atual (em ambas venceu três dos quatro torneios de Grand Slam).

Impossível, não é. Mas trata-se de um desafio e tanto. Motivação, certamente, não faltará a Nole que, nos últimos 21 torneios de Grand Slam que disputou, chegou à final em 16! E este ano esteve a um passo de consegui algo que nenhum tenista depois de Rod Laver conseguiu: fechar o Grand Slam num ano só (Federer e Nadal têm os quatro títulos, mas em temporadas distintas).

Algo que fugiu também da excepcional americana Serena Williams, que não somente se igualaria à alemã Steffi Graf, em número de conquistas (22) como na conquista do Grand Slam em uma só temporada. Aos 33 anos, Serena terá outra chance igual a essa? Acho pouco provável.

Dá-lhe, Tio Sam
E a maior esperança de salvação do nosso futebol continua a ser a investigação do FBI…

Fonte: RMP

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