
Numa reunião na sede do Flamengo na manhã desta quinta-feira, nasceu a Liga Sul-Minas-Rio, com seu primeiro estatuto assinado por treze clubes. Os fundadores da liga são Flamengo, Fluminense, Inter, Grêmio, Atlético-MG, Cruzeiro, Coritiba, Atlético-PR, Joinville, Chapecoense, Criciúma, Avaí e Figueirense.
Com a liga oficialmente fundada, começam agora as negociações para viabilizar a criação de um campeonato, a ser disputado no primeiro semestre. A ideia é que o torneio seja disputado por dez clubes (dois de cada estado), em oito datas, já no ano que vem.
A intenção é fazer já em 2016, no ano que vem. Tem que adaptar ao calendário dos estaduais. A competição terá oito datas, eu acho que não terá problema – declarou ao blog Delfim de Pádua Peixoto, da Federação Catarinense de Futebol, única que apoia abertamente a criação da liga.
O torneio, se chegar a ser criado, terá dois representantes de cada estado fundador da Liga. No caso de Santa Catarina, os escolhidos seriam Figueirense e Criciúma, que são os dois primeiros do estado no ranking da CBF.
– Agora vai haver a contratação de um CEO da liga, e vamos começar a pensar em regulamento, financiamento, formato, tribunal de penas, disciplina financeira. Temos certeza absoluta que a CBF vai oficializar a criação dessa liga – declarou o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan.
O estatuto da nova liga será entregue para a CBF já na tarde desta quinta-feira. Há algumas semanas o blog questionou o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, sobre a liga. “Não estimulamos nem criticamos, apenas observamos”, respondeu ele na ocasião. O presidente da Federação Gaúcha, Francisco Noveletto, é contra a liga.
O primeiro presidente da Liga Sul-Minas-Rio é Gilvan Tavares, do Cruzeiro. O vice é Nilton Machado, do Avaí, e o secretário da nova entidade é Maurício Andrade, diretor-executivo do Coritiba.
Organização do Brasileiro
Tavares (foto ao lado) conversou com repórteres na saída da reunião na Gávea e deixou claro: a ideia é, no futuro, organizar o Campeonato Brasileiro. Para o presidente da nova liga, a criação da Sul-Minas-Rio foi um “passo gigantesco” para essa meta:
-Temos essa intenção, é um passo gigantesto. É assim no mundo aí fora onde o futebol deu certo. É assim na Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha. Tem que copiar o que deu certo. A gente está atrasado. O futebol brasileiro, o argentino, comparado aos europeus, estão muito atrasados em relação a isso. As nossas administrações, os nossos campeonatos, não chegam perto. A gente arrecada infinitamente menos porque não temos a mesma organização. Vamos alertar os outros clubes sobre a necessidade de dar esse passo.
O dirigente disse ainda que nada no estatuto da liga impede a adesão de outros clubes, e ressaltou que, se fosse tentar um acordo com todos de uma vez, seria muito mais complicado:
– Nesse início, se fosse querer dar o passo total e atingir todos, talvez não atingisse a adesão de todos. Começamos com oito clubes, depois tivemos Flamengo e Fluminense. E já sabe que muitos outros clubes estão pleiteando também fazer parte dessa liga. Nada impede, mas por enquanto estamos no momento de criação, criar o estatuto, registrar, criar a liga. Nada impede que amanhã admita mais um, outro, daqui a pouco ter todos os clubes. E vai ser bom para o futebol brasileiro.
Fonte: GE
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