
O último técnico a sofrer três derrotas seguidas à frente do Flamengo foi Ney Franco, em 2014. Vanderlei Luxemburgo e Cristóvão Borges não caíram diante de tantos obstáculos consecutivos. Se, antes, os números apontavam para uma aproximação definitiva do time de Oswaldo de Oliveira ao pelotão da frente, agora, sugerem perda de fôlego. Mas o diretor executivo de futebol, Rodrigo Caetano, aprova o trabalho do atual treinador. E acredita ser possível recuperar o gás para alcançar uma vaga na Libertadores.
“A nossa avaliação é ótima. Colocamos o Flamengo na disputa pelo G-4. Claro que o trabalho é uma sequência. O Vanderlei deu ótima contribuição, o Cristóvão também, e agora o Oswaldo. Espero que possamos nos manter na disputa pelo G-4 até o final, o que não acontece desde 2011. Não é prometer, ou garantir, é um desejo. E está ao nosso alcance”, disse.
A queda da quarta para sétima posição foi considerada, internamente, um mal menor. A distância de seis pontos para o G-4 não assusta. O cenário mantém a esperança da diretoria em uma arrancada final de recuperação acesa. Caetano, porém, afirma que o time precisa aprender a dosar o ritmo para evitar tropeços, por tentar dar um passo maior do que as pernas.
“Às vezes, a gente busca a vitória a qualquer preço e paga a conta. Temos que ter equilíbrio. Quando não estamos tão bem, tentar somar ponto. Campeonato por pontos corridos é uma maratona, não é eliminatória, tudo ou nada”, diz Rodrigo, que admite o peso das últimas rodadas para todos: “Todo mundo está lamentando demais as três derrotas e procurando explicações, principalmente para a última (Vasco). Estamos buscando reunir forças.”
O diretor prefere avaliar o trabalho de Oswaldo separadamente. A análise, porém, é capaz de frear a euforia que havia tomado conta da torcida rubro-negra. Se os 63,33% de aproveitamento do atual técnico — 66,66% no Campeonato Brasileiro — nos dez primeiro jogos fazem seu antecessor Cristóvão Borges — 40% — comer poeira, deixam o treinador ligeiramente atrás de Vanderlei, que conquistou 70% dos pontos na primeira dezena de jogos.
Bater Joinville e Figueirense já é quase uma obrigação
Vitórias sobre Joinville e Figueirense viraram quase obrigação no Flamengo, que busca se manter na briga pelo G-4. A recente queda de rendimento, porém, preocupa para a sequência, embora se tratem de times da parte inferior da tabela.
“O Brasileiro é muito difícil de se jogar. É muito difícil ganhar de Avaí, Joinville, Chapecoense…”, disse César Martins, que, no entanto, prega a continuidade da filosofia de jogo implementada por Oswaldo de Oliveira:
“A gente tem que continuar com a mentalidade de impor nosso jogo e fazer com que o adversário se encaixe nele. Temos jogado assim desde que Oswaldo chegou, e nosso comportamento em campo é totalmente outro.”
Fonte: O Dia
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Ótimo é disputar o título! Teve esse planejamento no começo do ano? Estão tratando o Flamengo com profissionalismo? Fica essas perguntas para serem respondidas nos próximos anos...