Leonardo Bruno agradece: “Vivi ótimos momentos no Flamengo e espero retornar”

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Foram quatro anos e meio de Flamengo. Muitos jogos, treinamentos, viagens e, acima de tudo, dedicação e respeito, mas a era chegou ao fim. Após receber convite de uma empresa estrangeira (Global Sports Partners), Leonardo Bruno deixou o clube. A partir de agora, Léo, como os atletas da categoria sub-15 gostavam de chamar, será representante da GSP na Índia. No país asiático, o treinador fará um trabalho especial junto à Elevate Índia Sports e terá como objetivo massificar o basquete. Desafio que o mesmo afirmou estar pronto, em entrevista ao Garrafão Rubro-Negro, na tarde da última quarta-feira (09), na Gávea. Confira os trechos na íntegra a seguir.

Despedida

“É uma sensação estranha. Treinei esses meninos durante muito tempo e olhar de fora é algo que ainda não estou acostumado. Frequento essa quadra desde 2011, então, fica aquele sentimento bom, por ter feito um bom trabalho, mas, ao mesmo tempo, bate uma tristeza de dar até logo. Vivi ótimos momentos no Flamengo e espero retornar um dia.”

Ida para Índia

“Apesar de existir um certo medo do futuro, temos que ter confiança e segurança a cada passo dado na vida. Minha motivação para ir é justamente por causa da indicação. A Global Sports Partners é uma empresa que faz isso há muito tempo e em vários países diferentes. As pessoas que me conhecem são de alto nível profissional e caráter, então, eu estou indo sabendo que tenho garantia sobre a segurança do local e total respaldo da GSP. O projeto é bem interessante, audacioso e tem como objetivo o desenvolvimento de atletas e treinadores para elevar o basquete no país. Essa vai ser minha área de atuação. Estou bastante empolgado.”

Mudança de função

“Aprendi com técnicos norte-americanos que nós somos guardiões do jogo. Então, eu sei que irei representar o Brasil e serei embaixador do basquete, isso é importantíssimo. Não é muito diferente do trabalho feito aqui em relação ao desenvolvimento dos atletas, mas sim, em termos de competições. No Flamengo, eu estava diretamente ligado a formação para disputar torneios e, logicamente, servir o clube. Na Índia, estarei trabalhando com atletas e treinadores de diversos locais, porém, com a pretensão de melhorar o nível do esporte.”

Futuro do time sub-15 nas mãos de Ígor Meletti

“Estou passsando a bola para um cara que tem mais anos de Flamengo do que eu, isso diz muita coisa. Desde que cheguei aqui, o Ígor amadureceu bastante como pessoa e treinador. Os garotos já o conhecem, até pela convivência em outra categoria e sei que o time está em boas mãos. Tenho certeza que ele vai tirar isso de letra.”

Relação com o Flamengo e retrospectiva da carreira

“Sou torcedor do clube desde criança, meu pai sempre me incentivou a acompanhar. Comecei minha carreira no colégio Santa Mônica, depois passei por Tijuca, Teresópolis e cheguei em 2011. Houve um amadurecimento. No Flamengo, convivi com coisas boas, situações tensas e tive reconhecimento profissional. Agradeço muito as pessoas que me ajudaram. Serei grato eternamente.”

Um momento marcante e outro triste

“Marcante, com certeza, foi a conquista do Estadual sub-17, em 2012. Foi a primeira equipe que consegui montar e tinha vários jogadores que eu já conhecia da temporada anterior. Já o mais triste, escolho a perda da final do ano passado, mas não por causa de título, afinal, sempre digo que o trabalho é importante. Fiquei mais chateado pelos garotos… Eles mereciam levantar o troféu.”

Agradecimentos

“São muitos. Quero agradecer primeiro aos treinadores: José Neto, Rodrigo, Chupeta, Ígor, Nelson e Fernando. Mandar um grande abraço ao Marcus Hygino, que me ensinou bastante coisa quando cheguei. Não posso esquecer do supervisor André Guimarães, que participou diretamente da minha contratação junto com o Flávio, ex-Diretor, mais conhecido como Bacalhau, meu grande amigo. Outro cara importante foi o Alvaro Augusto, meu auxiliar durante três temporadas, que hoje está no Concórdia, considero irmão. Preciso também falar de Marcelo Vido e Alexandre Póvoa, que são caras extremamente profissionais. E não posso deixar de citar Patricia Amorim e Cristina Callou, responsáveis pelo basquete em 2011. Enfim, espero não ter deixado ninguém de fora dessa lista.”

Fonte: Garrafão Rubro-Negro

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