Mozer diz que segurança é motivo para continuar em Portugal

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Mozer foi campeão da Taça Libertadores e do Mundial Interclubes pelo Flamengo, em 1981. Jogou no Rubro-Negro até 1987, ano em que se transferiu para a Benfica e ficou até 89, quando foi para o Olympique de Marselha. Retornou ao clube português em 1992, permanecendo por mais três anos. Após se aposentar em 96, pelo Kashima Antlers, o ex-zagueiro mais uma vez voltou para Portugal. Mas dessa vez para ficar de vez. Ele revelou que a segurança é o grande motivo da escolha.

– Tem muita coisa boa aqui. A comida é ótima, o vinho é maravilhoso, as pessoas são super simpáticas. E temos aqui muitos brasileiros. A gente anda pela rua e encontra sempre um, dois ou três, escuta aquele sotaque. E como temos a facilidade na comunicação, fazemos muitas amizades. Nunca nos sentimos só. E no fundo, o mais importante eu acho que é a questão da segurança. Não há dinheiro que pague – disse.

Uma área do museu do Benfica, onde o ex-jogador cedeu a entrevista ao “Planeta SporTV “, existe uma área chamada “inesquecíveis”, onde há listados os 54 maiores jogadores da história do clube de acordo com a torcida. Na lista aparecem apenas cinco estrangeiros e o zagueiro Mozer é um deles. Mas parte dessa história aconteceu ao lado de outro brasileiro. Foi em 1989, quando atuou ao lado de Ricardo Rocha.

– Nós fizemos uma excelente dupla, eu e o Ricardo. Tivemos, infelizmente, um ano só juntos. Combinávamos bem, porque ele era muito calmo e eu muito agitado. Digamos que fizemos um bom casamento – respondeu.

Quando pendurou as chuteiras, a ideia era ser treinador. Mozer passou três meses como auxiliar de José Mourinho, quando o português iniciava a carreira de técnico no Benfica. O ex-zagueiro acabou não decolando na carreira à frente do banco de reservas, mas mesmo assim reconhece a importância daquele que teve como referência para a função.

– O Mourinho era um treinador que, embora jovem, teve muito conhecimento com grandes treinadores, aprendeu muito. Desde o primeiro dia uma mudança muito grande na metodologia de treino, na organização, no comando, na disciplina. Tudo que era inerente a uma equipe de futebol era ele que controlava – afirmou.

Fonte: Sportv

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