
De maneira melancólica, mais uma vez, finda uma temporada no futebol rubro-negro. Os motivos de sempre: inexperiência, planejamento inexistente, incompetência e outros. Há três anos o Flamengo saneia suas dívidas. Apesar das finanças em ordem, acumulamos insucessos no futebol, com raríssimas exceções só confirmando a regra. Seguidas decepções, esse ano em especial. Mesmo com os estádios lotados, o time não respondeu. Uma temporada após a outra se fala em mudanças, em priorizar o futebol e ficam nas promessas.
Sócio proprietário, sigo alvejado por spams, SMS, ligações de ambas as correntes, hoje situação e oposição, da antiga Chapa Azul, a chapa “Flamengo – Campeão do Mundo” na eleição de dezembro/2012. Convites para lançamentos de campanha de um e de outro, como se não tivessem uma ligação íntima com o quadro desses três anos. Gêmeos siameses agindo como um conhecido partido rachado, pedindo votos aos pobres, esmolando dinheiro aos ricos e mentindo para ambos. Tampouco votarei na terceira alternativa, produto da catastrófica gestão da “síndica do parquinho”.
De uma coisa a realidade repetida em 2015 servirá: ninguém navegará nas ondas da enganação. Os sedentos pelo poder não surfarão na crista de resultados falseados, sejam dissidentes ou não da origem desse projeto. O modelo de ajuste financeiro se mostrou interessante, porém os seus executores não possuem a mesma habilidade para aplicá-lo no futebol do clube, carro-chefe do Flamengo. A maior parte do tempo, por entendê-lo secundário no processo, uma espécie de hospedeiro do rombo histórico acumulado por gestões temerárias. Em outros momentos, por desconhecimento de causa.
O ano de 2015 é emblemático. Começa com austeridade, entretanto, mantendo hábitos antigos no futebol, gastando sem retorno e sem criatividade, alimentando a esperança das coisas se resolverem por si só. Acalentam a crença na força da Imensa Nação, a fé numa torcida incomparável e inarredável de seu compromisso com o Flamengo, apostam na Magnética para reverter qualquer quadro. O passar do tempo e a sucessão de derrotas acorda tardiamente os responsáveis para a gravidade da situação.
Em meio ao ano eleitoral no clube, alguns abandonam o barco, enxergando a possibilidade de usar o momento ruim a seu favor. Os remanescentes se articulam de forma desesperada, contratando mal e no atropelo. Técnicos mal escolhidos, oportunistas. Hoje no Flamengo, amanhã no Rosita Sofia, depois no ostracismo. Lidamos com jogadores caros e improdutivos. Uns por contusões crônicas, outros impotentes pela pressão, alguns irresponsáveis no dia a dia, com suspensões desnecessárias. Abusamos da gangorra da vergonha, da montanha russa das emoções. Derrotas humilhantes para um rival moribundo e um 0 x 3 para o Corínthians aqui, um 0 x 4 Atlético Mineiro ali, um 0 x 3 Figueirense lá, um 2 x 4 Palmeiras acolá. Lotamos o Maracanã e outros estádios para passar vexames.
As eleições estão chegando e, não importa a cor da chapa, tomara os responsáveis tirem alguma lição desse futebol incompatível com as tradições rubro-negras. O jogo contra o Corínthians na casa deles pode ainda nos permitir um brilhareco. Além de revanche pela vergonha da partida no primeiro turno, nos colocaria em evidência por dar à disputa pelo campeonato uma sobrevida. Não nos incluiríamos, mas deixaríamos essa marca. Pelo menos isso.
FELIZ 2016, FLAMENGO!
MAGIA NELES!
Alexandre Fernandes
Fonte: Magia Rubro-Negra
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EDUARDO BANDEIRA DE MELO Presidente.
Falou tudo.