PVC: ‘Flamengo agiu certo, mas afastamentos costumam piorar situação’

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O Botafogo estava em 16o lugar, fora da zona de rebaixamento, quando o presidente Maurício Assumpção anunciou o afastamento de Bolívar, Júlio César, Edílson e Émerson Sheik. Terminou a campanha em 19o lugar, rebaixado irremediavelmente.

Faz quase treze meses e o Flamengo repete o noticiário dos afastamentos, agora com mais razão. Aqui se estava prestes a escrever “muito mais razão.” Não é tanto assim. Se a festa foi em Vargem Grande, perto do local de treino, mas não no horário da concentração nem de treino.

Então era período sem compromisso com o clube.

Mas não se vai discutir aqui se era justo ou não o afastamento. A punição aconteceu por não entenderem a gravidade do momento e que a imagem deles como jogadores do Flamengo precisa ser preservada. Representa também a imagem do clube.

Só que eles estavam em hora de folga.

A questão aqui a ser tratada não é se a punição é justa ou injusta. É a conseqüência.

Não são comuns as punições que resultam em reviravolta na campanha no mesmo campeonato. No caso do Botafogo, ano passado, piorou o que já era ruim.

O Corinthians, em 2001, afastou nove jogadores por decisão de Vanderlei Luxemburgo, o técnico da época. Saíram Ávalos, Marcos Senna, Pereira, Gallo, Índio, Fernando Baiano, Maurício, João Carlos e Fábio Luciano.

A punição aconteceu 23 dias depois da derrota para o Grêmio na final da Copa do Brasil e vinte dias antes da estreia no Campeonato Brasileiro. Naquela campanha, o Corinthians ficou em 18o lugar num Brasileirão disputado por 28 clubes.

A única lembrança boa de casos de afastamentos assim deu-se na Portuguesa de 1972 — e não naquele mesmo campeonato.

Em 13 de setembro de 1972, o presidente da Portuguesa, Oswaldo Teixeira Duarte, dispensou seis jogadores importantes por falta de empenho. Os dispensados foram Marinho Peres, Ratinho, Piau, Samarone, Héctor Silva e Lorico. A dispensa aconteceu na mesma noite da derrota por 1 x 0 para o Santa Cruz, no Parque Antártica. A Portuguesa havia vencido o jogo anterior contra o América Mineiro por 1 x 0. Não ganhou nenhuma das onze partidas seguintes às dispensas.

Então, também deu errado.

Só que no ano seguinte, a Portuguesa foi campeã paulista, onze meses depois das demissões.

O único jeito de o episódio rubro-negro ser positivo é começar a montagem de um time capaz de ser campeão brasileiro no ano que vem.

Fonte: PVC

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