
Com ou sem o apoio da CBF, a Copa Sul-Minas-Rio, batizada de Primeira Liga, vai sair do papel e ser realizada em 2016. Nesta sexta-feira, os dirigentes se encontraram na sede social do Cruzeiro, em Belo Horizonte, para fechar os últimos detalhes. A princípio, a Confederação Brasileira de Futebol se mostrou favorável à realização do torneio, mas exigiu, no início da semana, uma assembleia para aprovação da Liga, o que irritou bastante seu diretor executivo Alexandre Kalil. Nesta sexta, o CEO garantiu que o torneio vai ser realizado, independente do posicionamento da entidade.
“Vamos divulgar a tabela na segunda-feira. A Liga está na rua e será feita. Agora é matar e vender a competição. Teremos seis datas, exatamente as que a CBF me deu. Curiosamente, foram eles que deram as datas (de 28 de janeiro a 30 de março), e achamos por bem não mudar. Não vamos perder a razão. Estamos enviando um documento para a assembleia, um comunicado para a CBF de que a nossa assembleia é ilegal. O STJD vai julgar nossos casos em uma sala especial. Precisamos de agilidade por causa do tamanho da competição. Quanto à arbitragem, temos três federações e vamos conversar com a Anaf (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol). A lei esportiva desse país permite que os árbitros apitem na Liga”, comentou Kalil.
Kalil também não deixou de alfinetar a CBF. Novamente, o dirigente foi aos microfones para responder sobre a presença dos seu filhos nas reuniões, atuando como consultores jurídicos em cargos não remunerados. Durante a semana, foi levantada a possibilidade do fato ter gerado algum desconforto entre os filiados, o que o próprio Kalil classificou como ‘guerrilha’.
“O que aconteceu comigo foi tão desagradável que não quero mais falar a respeito. Isso é o desespero pela agilidade com que foi feita a Liga. É muito importante pararmos com essa beligerância. Não quero expor a minha família, e ela foi exposta. O nível de agressão que esse pessoal é capaz me assustou. Brigar nós brigamos, mas guerra é cruel. E o que fizeram foi guerrilha comentou, antes de brincar sobre sua primeira aparição na sede do Cruzeiro, rival em seus tempos de presidente do Atlético. “Vendi meu conhecimento e minha experiência. Meu coração ainda não”, completou.
Presidente da Liga e anfitrião deste encontro, Gilvan de Pinho Tavares explicou a reunião com os dirigentes. “A tendência é que as federações decidam que a Liga deve existir, até porque não há impedimento legal. Vamos enviar apenas o ofício porque hoje a lei do Profut, que foi uma luta muito grande dos clubes e da própria CBF, inclui um artigo que diz que os clubes têm que fazer parte das assembleias gerais. Neste caso, estamos fazendo uma defesa geral dos direitos de todos os clubes”, disse. Gilvan.
Fonte: UOL
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