Torcedores se emocionam ao ver o Flamengo pela primeira vez em campo

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Por questões históricas, influência de familiares ou simplesmente por uma escolha pessoal, vários capixabas torcem por times do Rio de Janeiro. O clube de maior torcida do país, o Flamengo, veio ao Espírito Santo e goleou a Desportiva Ferroviária por 4 a 0 (assista aos melhores momentos), na tarde deste domingo, no Kleber Andrade, em Cariacica.

Imensa maioria no estádio (que recebeu 15.600 pagantes), os rubro-negros fizeram uma bela festa, seja com a famosa “ola”, entoando cânticos de incentivo ou piscando as luzes dos celulares. Alguns já bem acostumados a acompanhar o Flamengo seja onde for, enquanto que outros viam pela primeira vez a equipe carioca ao vivo e a cores em campo. Conheça três histórias desses últimos, os estreantes em jogos do Flamengo e a emoção deles ao ver in loco o time do coração atuando num estádio de futebol.

O militar aposentado Luiz Carlos Souza levou os dois netinhos para ver o Flamengo pela primeira vez ao vivo. Os garotos Juan Carlos, de 10 anos, e Luiz Gabriel, de apenas 4 anos, estavam radiantes com toda a festa da torcida capixaba. Mas pareceu que o vovô rubro-negro estava mais empolgado que os netos, pois emocionado, revelou que na idade deles não pode ver o Fla em campo. Outros três netos de seu Luiz Carlos não puderam ir ao jogo.

– Não sei nem o que falar, pra mim é a maior alegria, porque quando eu era pequeno, da idade deles não tive essa oportunidade de ver o Flamengo jogar, nunca tinha visto, então pra mim é a maior emoção, e por isso fiz o esforço para trazer eles. Ainda deixei três para trás meus netos, uma menina de 10 anos e outros dois mais novos e todos flamenguistas, mas não deu pra trazê-los por causa da condução.

Um dos garotos, Juan Carlos, era só alegria em poder vivenciar toda a atmosfera de uma partida de futebol, ainda mais sendo o seu Flamengo jogando.

– Estou muito feliz. É emocionante ver o Flamengo aqui de perto. É a primeira vez que eu vim aqui e estou achando bem legal. Só tinha visto pela televisão. Quando soube que meu avô ia me trazer, foi uma festa, fiquei muito feliz.

Militares e rivais: um olho no jogo e outro na torcida

Com um discurso afinado em relação à segurança de todos os torcedores presentes no Kleber Andrade, dois jovens soldados capixabas também viveram uma rivalidade sadia fora de campo: um é vascaíno e outro é flamenguista. O soldado Richard Wallace, de 20 anos, torce pelo Vasco, mas quando veste a farda se despe de qualquer paixão clubística em serviço da Polícia Militar do Espírito Santo.

– De serviço é diferente, não tem pra quem eu torço, estamos aqui em prol da segurança de todos, para que tenham um bom jogo e possam assistir com tranquilidade.

De “coração na mão”, o também soldado Reykard de Oliveira, de 23 anos, é rubro-negro e vibrava ao trabalhar no jogo do seu time. Mesmo assim, com olhos e ouvidos voltados para o trabalho, confessou que havia espaço para vibrar com o Fla, mesmo que de forma comedida e respeitosa.

– Estou aqui à serviço, então a gente tem que agir pela segurança dos torcedores, às vezes dá pra gente dar uma olhadinha no jogo, mas o primordial é a segurança de todos, para que eles possam assistir a partida. Se sair um gol a gente pode dar uma olhada, por dentro a gente pode comemorar, mas por fora não, apenas atuar pela segurança dos torcedores.

Fotógrafa rubro-negra: tira foto ou torce?

De câmera na mão ou à tiracolo, olhar atento em todos os lances e muito talento em cada click, Jana Aguiar é fotógrafa free lancer e trabalha fazendo a cobertura de vários esportes no Espírito Santo, como futebol americano, lutas de MMA e também o futebol profissional. Mas neste domingo, seu coração bateu mais forte por um motivo bem especial.

Torcedora do rubro-negro carioca, a profissional mineira e que mora em terras capixabas há 7 anos, revelou que é de família flamenguista e que viveu grandes emoções, ao fotografar o seu time e também torcer.

– É uma emoção dupla. Pessoal por ser torcedora do Flamengo, e profissional porque sempre foi um sonho meu fotografar um jogo do Flamengo. Meu pai é flamenguista e meu filho de 7 anos também é, mas infelizmente eu não pude trazê-lo. Mas foi uma emoção muito grande quando souberam que eu ia trabalhar nessa partida. Sou flamenguista pois morei 26 anos no estado do Rio de Janeiro antes de me mudar para o Espírito Santo – disse a fotógrafa.

Fonte: GE

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