‘Eles tiveram a punição que mereceram… não vamos enforcar ninguém’, diz Oswaldo sobre reintegrados

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No tribunal do Flamengo, não há forca, mas o cenário armado para superar o episódio do afastamento de cinco jogadores teve ares de teatro medieval. A diretoria, que voltou atrás na decisão e reintegrou os atletas após multá-los, fez Alan Patrick assumir publicamente, diante de jornalistas, a culpa por seu comportamento e o de Pará, Paulinho, Everton e Marcelo Cirino. Com Cirino na academia, o quarteto se juntou ao grupo principal ontem. E Pará e Alan passaram de castigados a premiados com vaga no time titular.

— Eles tiveram a punição que mereceram, mas não foi a guilhotina. Não vamos enforcar ninguém — afirmou o técnico Oswaldo de Oliveira, que substituiu o discurso duro pelo ar complacente em poucos dias.

Se o técnico fez o papel de misericordioso, a cúpula do futebol, formada pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello, o vice de futebol Gerson Biscotto e o diretor Rodrigo Caetano, apenas posou na sala de imprensa para marcar presença, enquanto Alan Patrick explanava o discurso decorado previamente sob a orientação de assessores.

— Estou aqui em nome dos atletas reintegrados para informar que o ocorrido é uma página virada. Somos profissionais, e daqui pra frente vamos cumprir todas as nossas obrigações. Na vitória e na derrota vamos estar juntos — discursou um constrangido Alan Patrick, que manifestou a vontade de permanecer no clube após o fim do empréstimo, em dezembro.

Os dirigentes avaliam caso a caso, e Alan ainda tem chance de permanecer. Marcelo Cirino, com sondagens de clubes brasileiros, também pode ganhar nova oportunidade de valorização antes de ser negociado. O técnico Oswaldo de Oliveira, que chegou a descartar os jogadores após saber das indisciplinas, agora diz contar com todos.

— Não tem incerteza. Vai continuar todo mundo aqui, por mim — avisou, citando Cirino nominalmente. — Alguns jogadores não se inserem em determinado clube. Cirino fez campeonato excelente em 2013, passa por nossa intenção continuar com ele, não vamos descartar assim — sinalizou.

A situação de Paulinho e Everton é diferente. O primeiro é considerado fora dos planos pelo comportamento. O segundo tem oferta do futebol chinês e pode ser boa moeda de troca no mercado nacional. Ambos não tem presença garantida no jogo contra o Goiás, domingo, já que o treinador quer observar alguns jovens que vêm treinando com o elenco profissional há alguns dias.

— Eu acredito na continuidade. Mudanças, erros e acertos acontecem. A continuidade é a solução. É o que vai nos trazer equipe íntegra e espírito coletivo — pregou Oswaldo, torcendo para ele mesmo ficar.

Fonte: Extra

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