Empresário de Everton e Paulinho descarta ação contra o Flamengo

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Os jogadores afastados pela diretoria na semana passada por terem participado de festa após o treino da manhã de terça – e que foram reintegrados nesta semana – querem dar um ponto final no assunto. Alan Patrick, Pará, Everton, Paulinho e Marcelo Cirino voltaram a treinar normalmente com o grupo, exceto o último, que se recupera de lesão no joelho direito e ainda não trabalha com o grupo. Alan e Pará serão titulares contra o Goiás neste domingo, no Maracanã. O quinteto, que também foi multado em 30% do salário, não pretende entrar com ação contra o Flamengo.

Em entrevista ao site do jornal “Extra” neste sábado, o advogado Alan Belaciano, que disse representar Everton, afirmou que a multa é ilegal e que caberia uma “bela ação de dano moral” contra o clube por parte dos jogadores. Segundo a reportagem, o quinteto pode ir à Justiça.

No entanto, em contato com o GloboEsporte.com, o empresário Carlos Leite, que representa Everton e Paulinho, descartou qualquer ação contra o Flamengo. Segundo ele, o advogado é responsável por uma ação antiga de Everton, mas hoje é sua equipe jurídica que resolve esse tipo de questão.

– O assunto punição está encerrado. Everton e Paulinho não autorizaram nenhuma pessoa a falar em nome deles. Somente eu, Carlos Leite, estou autorizado a falar sobre esse episódio. Os jogadores não vão entrar com ação contra o Flamengo – disse o agente.

Receio de batalhas jurídicas abreviou afastamento

Embora haja uma cláusula nos contratos dos atletas que gere punições para comportamentos que denigram a imagem do clube, a simples aparição em um evento no momento de folga não configura tal infração, e a diretoria recebeu cartas formais de representantes dos atletas que questionavam o afastamento e a multa de 30% no próximo salário. Os jogadores foram avisados sobre a multa, mas até o momento não assinaram documento sobre a sanção.

A decisão de reintegrá-los foi uma defesa da diretoria do Flamengo e teve como protagonista o presidente Eduardo Bandeira de Mello, escaldado após anúncios de dispensas prematuros e sem consentimento do outro lado da questão, como aconteceu nos casos do meia Renato Abreu, em 2013, e do goleiro Felipe, em 2014. Ambos ocorreram durante a atual gestão.

Embora reconheçam o erro na festa fora de hora, os jogadores acreditam que a punição foi desproporcional. Mas não pretendem entrar na Justiça contra o Flamengo.

Fonte: GE

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