Não é de hoje que o Flamengo flerta com treinadores estrangeiros, e cada vez mais cresce a possibilidade de um técnico gringo assumir o comando do time.
Engana-se quem acha novidade um treinador estrangeiro no Flamengo, o primeiro treinador de futebol que o Flamengo teve na história foi um uruguaio, o Ramón Platero em 1921, antes disso um grande comitê, com torcedores, dirigentes, e até o capitão, comandava o time.
Outro uruguaio, Juan Carlos Bertoni, comandou o Flamengo de 1925 à 28, e conquistou os cariocas de 25, e de 27. Em 1930, o inglês Charles Willians assumiu a equipe, ele foi o primeiro a exercer o cargo de treinador de futebol profissional no Rio de Janeiro.
O húngaro Dori Krueschner foi o quarto técnico estrangeiro da história do Flamengo, o segundo europeu, em 1937. 16 anos depois, em 1953 chegava ao Flamengo o técnico estrangeiro possivelmente mais bem sucedido, Fleitas Solich.
O paraguaio, entre idas e vindas, teve quatro passagens, a última em 1971. Em 10 temporadas à frente do Flamengo, Fleitas Solich conquistou 3 estaduais, o Rio-São Paulo de 61, dentre outros títulos, marcando de vez o seu nome na história do ‘Mais Querido’.
Outro técnico estrangeiro contemporâneo, e conterrâneo de Solich, foi o saudoso Modesto Bría, ex-jogador do Flamengo, teve cinco curtas passagens que começaram em 1959, Bría conquistou dentre vários outros títulos, 2 campeonatos estaduais.
Armando Renganeschi chegou ao Flamengo em 1965, o argentino levantou o carioca do mesmo ano. Ele foi o sétimo treinador estrangeiro do Flamengo, e o último inédito do clube. A partir de 1967, de estrangeiro apenas Solich, e Bría, voltaram ao clube.
A última vez que o Flamengo foi comandado por um treinador estrangeiro foi com Modesto Bría, justamente no espetacular ano de 1981, ele era o auxiliar técnico, e assumiu o time interinamente, substituindo Cláudio Coutinho, que ainda viria a falecer precocemente há exatos 34 anos.
Na curta passagem de Bría em 81 foram 17 jogos com o timaço que no mesmo ano conquistaria o mundo. Com 10 vitórias, 5 empates, e 2 derrotas, Bría passava o cargo para Dino Sani, e encerrava assim a última passagem de um treinador estrangeiro no Flamengo.
Lá se vão mais de três décadas, de lá pra cá o futebol brasileiro mudou demais, e os técnicos estrangeiros viraram uma saída para fugir do ‘mais do mesmo’ que se tornou o mercado nacional de treinadores. Um fato novo que pode, ou não, ajudar na reformulação do time.
Sampaoli, Bielsa, Bauza, e Sabella são bons nomes, e com belos currículos. Muricy Ramalho não da prioridade ao Flamengo, e flerta com o Atlético-MG, entrar em um leilão para contar com o egocêntrico treinador não é o ideal.
Se a ideia é reformular o time, uma mudança de conceito é primordial. No meu papel de torcedor, torço para que dê certo, antes de ponderar, e cobrar.
Que os deuses do futebol estejam com o Flamengo!
Vinny Dunga
vinny.dunga@colunadofla.com
Bruno Henrique deixou Mineirão mancando após sofrer falta duríssima de Matheus Henrique Flamengo e Cruzeiro…
Zagueiro reclamou do cartão amarelo aplicado a Matheus Henrique após solada na canela de Bruno…
Bruno Henrique deixou Estádio do Mineirão mancando após chegada dura de Matheus Henrique Flamengo e…
Dois jogos acontecem pela ida das oitavas de final da Libertadores nesta quinta-feira (13) A…
Flamengo vira a chave para focar na disputa do Campeonato Brasileiro Atual campeão da Libertadores,…
Lucas Paquetá marcou o gol de empate do Flamengo sobre o Cruzeiro, no Mineirão Bastou…
Ver comentários
finalmente um bom texto, parabéns
Só que falta Iustrich, não sei se é assim que escreve, mas acho que era argentino. Numa partida miineirão contra o cruzeiro em que o Brito tinha sido dispensado por ele do flamengo o cruzeiro ganhou de 3 x1, no final da partida o Brito jogou a camisa no rosto do treinador. (Também não me lembro o ano).
Fala Tucano!
Você está enganado, Yustrich era brasileiro.
O nome verdadeiro dele era Dorival Knipel, e nasceu em Corumbá-MS.
Treinou o Flamengo em 70/71, e conquistou a Taça Guanabara de 1970.
Abraço! SRN!
Vinny, o mais importante não é o nome do treinador e sua naturalidade. O ideal (se já não éh!) é que o clube adote a partir de 2016 um estilo de jogo próprio (como o Barcelona). Definido para qualquer treinador que vier. O Flamengo precisa adotar um perfil de estilo de jogo e a partir dessa definição busquem jogadores e treinadores com esse perfil, pois do jeito que estão fazendo qualquer coisa serve.
Não conheço tática ou esquema de jogo, mas adotaria algum esquema que prevaleça sempre o toque de bola. Nunca gostei de correr atrás da bola (cansa muito kk). Gostava de jogar com quem sabia para não ter que ficar correndo e geralmente sempre ganhava a partida. kkkkk
Burro é quem corre atrás da bola. kkkkkkk
Quem te viu, quem te vê!
Otimo texto Vinny... Bem por ai! SRN
Novamente acho que vc pesa muito a mão quando existe uma preferência de sua parte Vinny, não me parece correto colocar algumas informações que vc não sabe, tipo leilão do Muricy entre Flamengo e Atlético, e se ele já estiver apalavrado com o Fla.....
Outra falar que o cara é egocêntrico é brincadeira meu jovem.
SRN
Se acho que se ele ainda não fechou com o Atlético, mesmo com o Fla ainda tendo técnico (visto que ele diz não negociar com times com técnico), acho que o Muricy já esta fechado com o Fla, esperando apenas o resultado das eleições!
Não sei de onde tiraram a informação de que o Muricy tá fazendo leilão. Mas e for verdade, é melhor o Flamengo pegar um técnico estrangeiro, porque os sulamericanos estão muito à frente dos brasileiros, e mudar a mesmice do nosso futebol.
Ô Vinny, se não me falha a memória quem assumiu o lugar do Coutinho em 81 foi o Carpergiani não?