
Depois que o Alan Patrick abriu ontem o placar na goleada de 4 a 1 sobre o Goiás, tuitei de bate-pronto:
“Vamos vaiar mais, galera, que o Alan Patrick faz outro!”
Não demorou, e ele anotou o segundo, em jogada do Pará.
O tuíte era uma ironia, e ironia nem sempre, ou quase nunca, é percebida.
O Alan Patrick e sobretudo o Pará estavam sendo vaiados por parte da torcida no Maracanã.
O motivo foi a participação numa festinha em horário de folga, junto com outros três jogadores do Flamengo.
A essa altura, em pleno século 21, constitui nonsense patrulhar atitudes como apupar boleiros.
Eu não vaiaria os dois, mas acho legítimo vaiar, cada um na sua.
Assim como é nonsense e autoritário tentar impedir a expressão de quem vai ao estádio para incentivar o time, recusando a vaia.
Se fosse para vaiar, eu dedicaria minha indignação à cartolagem e aos executivos contratados por ela que permitiram, sem reagir à altura, o desempenho da equipe aquém da qualidade do elenco (que é limitado, mas melhor do que sugere o 11º lugar na tabela).
Se a cobrança fosse profissional, os jogadores saberiam que, fora de forma, estariam fora do time. Mas a chefia fez vista grossa, e o clube mais uma vez foi medíocre no Campeonato Brasileiro.
O Alan Patrick merece aplausos pelo jogo de ontem.
Eu continuo a negar a vaia.
Mas, se a galera quiser continuar, tudo bem: vai ver que ele marca mais e mais gols, para responder.
No ano que vem, será bom se o Alan Patrick ficar, mesmo no banco.
Como dizia o João Saldanha, não estou à procura de candidato a genro, mas de bom jogador.
Fonte: Mário Magalhães
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Aplausos para o Alan Patrick? Tem mais é que ser vaiado mesmo, jogou o que jogou não foi por ser profissional ou por respeito ao time, mas jogou o que jogou pois estava com o ego machucado pelo o ocorrido, e daqui uns jogos, quando a poeira assentar, vai continuar jogando o que jogou? Beber não é o problema, fazer corpo mole e não dar o sangue pelo time é que é o problema e me parece que os "irônicos de plantão" e seus textinhos de defesa aos "jogadores oprimidos" não conseguem ver ou não querem ver isso.