Muitos já assistiram ao famoso filme de Hollywood, Jogos Vorazes. Em um período incerto, a Capital com seu poder ditatorial submete os 12 distritos a seu jugo e para manter esses poderes, faz anualmente o que ele chama de Jogos Vorazes. Nesses eventos, dois jovens de cada distrito são selecionados e jogados em uma arena para que duelem até que reste apenas um sobrevivente. Eis que em uma dessas edições, surge Katniss Everdeen, uma jovem que sem notar surge como uma esperança e uma líder de uma revolução, pronta para destronar a Capital e toda a sua tirania.
Ao ler o comunicado da CBF ontem sobre a Primeira Liga e em seguida a entrevista concedida pelo presidente da FERJ, Rubem Lopes, me senti dentro do filme Jogos Vorazes. Onde os poderes ditatoriais são exercidos pelos antigos líderes de federações e da CBF e a população dos distritos somos nós, os torcedores dos clubes de oposição ao regime. Os times são os jovens selecionados e jogados na arena, para então disputar jogos sob as regras dos mandachuvas em questão.
O imbróglio começou quando alguns clubes começaram a se organizar para poder criar a Primeira Liga. Times do Rio, Minas e Sul fizeram a constituição da Liga no ano passado e lançaram a competição com regras próprias, tabela divulgada e tudo mais. Contudo, no dia de ontem, a CBF resolveu se pronunciar e proibiu a disputa de qualquer jogo após o dia 30 de janeiro, quando se iniciam a maioria dos (falidos) estaduais. Eis que surge o impasse. Os clubes voltam atrás e continuam submetidos aos desmandos da Capital, ops… das Federações e da CBF, ou tem-se início a verdadeira revolução, que o futebol brasileiro tanto almeja?
Chegou o momento de se tomar a decisão correta. Lembrando que uma revolução não se faz de uma maneira pacífica. Deve existir o enfrentamento, para se quebrar o status quo vigente.
Estamos na encruzilhada do nosso futebol. Ou os clubes e a Primeira Liga (Nosso Tordo) abaixam a cabeça para as federações e CBF e prosseguimos no nosso futebol 7×1, ou escolhemos dar uma guinada e instituímos a Primeira Liga de qualquer maneira, para que possamos sonhar com um futuro melhor, com clubes mais fortes, mais ricos, competições mais equilibradas financeiramente e, consequentemente, um aumento na capacidade técnica e melhora do espetáculo do futebol.
Fonte: Leronardo Lagden | Falando de Flamengo
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#juntospelaprimeiraliga É isso aí, não é somente pela primeira liga e sim pela moralização do futebol. SRN #boicoteaocarioca