O técnico Muricy Ramalho tem mesmo que defender o artilheiro Paulo Guerrero das críticas recebidas por conta do fraco desempenho em seus primeiros quatro meses com a camisa do Flamengo.
E, como já escrevi, acho mesmo que já era hora de o clube modernizar seu departamento de fisiologia.
Mas daí a colocar a culpa pelo baixo rendeimento do peruano na falta de aparelhos adequados me parece um exagero.
Principalmente quando os fatos não correspondem à realidade. Muricy disse, em entrevista aos companheiros Carlos Eduardo Mansur e Eduardo Zobaran, após estudar o desempenho do time no Brasileiro, que o Flamengo ganhou seis partidas seguidas com Guerrero arrebentando e depois perdeu sete em oito.
“O cara chegava muito bem treinado. Mas, pela falta de aparelhos, ele destreinava…”, concluiu _ o que não é verdade.
O astro rubro-negro jogou apenas uma partida das seis que marcaram a série de vitórias consecutivas do Flamengo _ mais precisamente a primeira: 2 a 1 sobre o São Paulo.
Fez um gol (perdeu outros dois, fáceis), seu único com a camisa do clube nos últimos quinze que disputou.
Contundiu-se no confronto com o Vasco pela Copa do Brasil e ficou sem jogar entre 27 de agosto e 20 de setembro, data de seu retorno ao time na derrota por 4 a 1 para o Atlético-MG.
Coincidentemente, foi com Guerrero cedendo seu lugar a Kayke que o Flamengo de Osvaldo de Oliveira “encaixou” a tal série invicta, chegando ao G-4 do Brasileiro com vitórias sobre Sport (0 a 1), Avaí (3 a 0), Fluminense (1 a 3), Cruzeiro (2 a 0) e Chapecoense (1 a 3) _ todas de forma indiscutível!
Guerrero, em seu retorno ao time, não chegou a ter atuações bizarras, mas esteve longe de ser o jogador decisivo que se esperava.
Acontece.
O fato é que o peruano não teve um bom ano.
Primeiro por conta da dengue que o afastou dos campos por um bom tempo logo no início da temporada, atrapalhando o Corinthians no Campeonato Paulista.
E depois por conta da polêmica renovação de contrato que acabou não acontecendo, fato determinante para sua transferência ao Flamengo.
Problema, aliás, que também o afetou nos dois jogos contra o Guarany do Paraguai que eliminaram o clube paulista da Copa Libertadores.
Portanto, não tenho dúvidas de que a adequação à modernidade científica vai ajudar e muito o Flamengo.
Mas é bom pensar melhor antes de se apontar culpados pelo fracasso alheio…
Fonte: Gilmar Ferreira
Imagens circulam nas redes sociais nesta sexta-feira (24) Novas imagens da camisa 3 do Flamengo…
Flamengo buscava a terceira vitória seguida no Brasileirão Feminino O Flamengo perdeu a chance de…
Gonzalo Plata acabou substituído ainda no primeiro tempo contra a Chapecoense Apesar de não ter…
Representante de Thiago Almada tem data para chegar ao Rio de Janeiro O Flamengo está…
Dirigente do Monaco, brasileiro Thiago Scuro entrou em contato com representantes do Flamengo Desde a…
Recusa do Flamengo foi aceita pela FIFA, que ainda espera ter a liberação do Maracanã…
Ver comentários
Concordo com esse filho da puta também nessa questão... Tem que jogar mais, fazer mais gols... Voltar ao nível das primeiras partidas.. Mas boto fé no peruano
Na boa, acho que Muricy tem razão quando fala do desempenho do Guerrero caiu em face da falta de suporte fisiológico ao atleta.
Como também, a contusão contra o Vasco ajudou na queda de performance. Não foi uma contusão simples, foi séria e num local, região do tornozelo e calcanhar, onde requer muito cuidado. O tempo parado exponenciou a queda física, diga-se de passagem.
Isto não foi mencionado pelo vulgo jornalista, um merda diga-se de passagem.
Sem falar ainda no time que não ajudou o Guerrero a ter mais destaque, municiando-o. Lembro de partidas onde claramente os caras optam pela jogada mais difícil, com o peruano em melhor condição. Teve jogos que ele não marcou, mas deu assistência decisivas a Cirino, Gabriel, entre outros, marcarem ou terem chance de marcar.
Enfim, o cara é bom, acima da média, mas não resolve sozinho, sempre.
O jornalista querendo culpar o Guerrero pelo mal desempenho do time. O que fodeu tudo foi o bonde da stella. Quem não lembra daquela derrota para o Coritiba no Mané Garrincha?
Nada haver!