
Tim Vickery, da BBC, diz que organizadores poderiam propor mudanças cruciais no calendário do futebol: “A importância não é a competição, mas sim o contexto político”
Mesmo sem o aval oficial da Confederação Brasileira de Futebol e o apoio da federação do Rio de Janeiro (Ferj), a Copa Sul-Minas-Rio começa nesta quarta-feira envolvendo 12 clubes de cinco estados do Brasil. Na análise do jornalista inglês Tim Vickery, a competição poderia significar uma mudança crucial no formato do futebol brasileiro, mas não passará de um torneio amistoso. O convidado do “Redação SporTV” afirmou que falta um projeto claro dos clubes envolvidos para a criação de um novo calendário do esporte.
– A Primeira Liga (Copa Sul-Minas-Rio), em si, é uma coisa pequena. A importância não é a competição, e sim o contexto político. No meu modo de ver, o grande equívoco é que não está apresentando um projeto alternativo. Deveria fazer parte de um projeto grande, alternativa para o futebol brasileiro. Qual a razão de ser? Enquanto não tem uma coisa mais séria no campo, vão inventar algo mais rentável. É uma resposta a um calendário que não faz sentido, ultrapassado, que não permite que o futebol brasileiro compita globalmente. Além de prejudicar muito os grandes, faz com que seja impossível que os grandes compitam em escala global. Também não atende aos pequenos, porque limita eles em um calendário de três meses por ano. Esse é o problema, muito maior que briguinha de dirigente – disse.
A Copa Sul-Minas-Rio nasceu marcada pelo racha entre a dupla Flamengo e Fluminense e a Ferj, no Rio de Janeiro. As federações dos outros estados participantes não se opuseram à competição. A CBF, no entanto, decidiu por vetar o torneio por não constar no calendário oficial. Os organizadores se dizem amparados pela Lei Pelé e dentro do prazo para realizar o evento.
Vickery defende mudanças no calendário de forma a valorizar as equipes menores e não desperdiçar o tempo dos clubes considerados grandes com torneios estaduais esvaziados.
– Para mim a resposta é muito fácil: um Campeonato Brasileiro no ano todo. Básico. Precisa que o futebol aconteça no nível estadual, mas da maneira atual não funciona para ninguém, a não ser para as federações. Você bota durante vários meses os pequenos jogando entre si pelo direito de enfrentar os grandes, mais tarde, em um sistema de mata-mata, de preferência um jogo só. Mais chance de zebra. Isso deveria fazer parte do projeto da Primeira Liga, e não briguinha de dirigente. É uma forma de se mudar o futebol brasileiro para outro patamar.
Quatro jogos marcam o começo da Copa Sul-Minas-Rio nesta quarta-feira: Criciúma x Cruzeiro, Fluminense x Atlético-PR, Internacional x Coritiba e Atlético-MG x Flamengo. Na quinta-feira, entram em campo Avaí x Grêmio e América-MG x Figueirense. Os times estão divididos em três grupos de quatro. Os quatro melhores avançam para as semifinais, marcadas para março deste ano.
Fonte: Sportv
Quatro jogos dão sequência a segunda rodada da Copa do Mundo 2026 A Seleção Brasileira…
Jogador de 23 anos é especulado no Flamengo A janela de transferências ainda não abriu,…
Seleção do Uruguai tem dois jogadores do Flamengo à disposição A Seleção Uruguaia entra em…
Centro de Treinamento do Ninho do Urubu passa por reformas Os anos de obras no…
Copa do Mundo tem nove jogadores do Flamengo A Copa do Mundo está cruel para…
Divergências na renovação do vínculo com o Flamengo motivaram a negociação de Ryan Roberto…
Ver comentários
Necessitamos mudar esse contexto político que o presidente da CBF, que vela pelo futebol nacional, defende as ligas coronelistas, e não os clubes, os verdadeiros responsáveis pelo desenvolvimento do futebol local. O problema é que ainda há muitos clubes que se envolvem com toda a safadeza desses donos de liga e dos cartolas corruptos. Prova disso é todo o alarde feito para acabar com esses problemas no futebol, mas quando os clubes paulistas tiveram a possibilidade de escolher alguém para representá-los, preferiu um apóstolo do Marco Polo.
Muito inocente esse Inglês.
QUANDO TIM FALA É MELHOR EU ANALISAR MELHOR, POIS AINDA
NÃO FOI ENVENENADO PELA IMPRENSA DO BRASIL E HÁ CERTA
VERDADE NO QUE FALA, MAS PREFIRO ACHAR QUE PRIMEIRO TEMOS
QUE MATAR A FERJ PRA DEPOIS REPENSAR O FUTEBOL!!!
ENQUANTO ISSO, AQUI EM CASA, NA HORA DO JOGO DA 1ª LIGA
TANTO NA QUARTA COMO NA QUINTA, MINHA TV FICARÁ LIGADA
NO CANAL DO JOGO; E QUANTO AO
#RIP_CARIOQUETA
JÁ MORREU E NÃO PRECISO ME PREOCUPAR COM ISSO!!!
Falou e disse!
Exatamente isso!!!
Isso é culpa dos clubes paulistas que não se interessam por isso e preferem apoiar a CBF.
Com eles teriamos mais força de criar uma Liga Nacional e acabar com todas as inúteis federações!
Ok. Ele tem razões, mas não tem Razão. Num mundo ideal, onde as federações sentassem a mesa civilizadamente com os clubes da liga e discutissem o que, de fato, é melhor para o futebol, seria válido. Rubens Lopes já teria revitalizado pequenos, realçado médios aos seus lugares e os grandes estariam felicíssemos. Assim como a Ferj que, se por um lado diminuiria a arrecadação com os 10% para 5%, ganharia com a maior adesão de torcedores nos estádios.
Problema: O futebol não é o maior interesse dele. O maior interesse é o poder e o dinheiro. Ou você pega esse cara em alguma operação ilícita e o prende, o que não garante que o próximo não vá fazer o mesmo, ou você rompe com a federação. É isso que se está fazendo, Tim. se liga!
https://colunadofla.com/2016/01/traga-um-amigo-para-ser-socio-torcedor-e-os-dois-ganham-um-manto-oficial/
PROMOÇÃO ST.