Simplesmente Mancu! Novo reforço do Fla é sossegado, gosta de mate e de estar com a família

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“Vou responder em espanhol, porque ainda não falo português, mas prometo que logo vou aprender”. Estas foram as primeiras palavras de Mancuello em sua apresentação como reforço rubro-negro. E, em castelhano, repetiu diversas vezes “Soy una persona sencilla” (sou uma pessoa simples). Suas postagens em redes sociais revelam isso: muitas fotos com namorada, irmãos, mãe, pai e amigos. Os gostos também: não dispensa um mate à moda gaúcha – toma no chimarrão -, curte pesca e é avesso a noitadas. Simplicidade, aliás, usou para resolver a questão da pronúncia. O duplo “L” no idioma que os argentinos falam leva som de J. Então qual seria a forma adequada de pronunciar: “Mancuejo ou Mancuelo?”. “Me chamem de Mancu”.

– Sou uma pessoa simples. Depois dos treinos vou para casa com a minha família, tomar mate e compartilhar momentos com as pessoas que não temos tanto tempo para estar perto. Ainda não tenho filhos.

Em suas postagens, não economiza em declarações de amor à mãe, Mônica, ao pai, Mario, e aos irmãos, Eugenia, Agustina e Nachin. A afilhada, Catalina, é figurinha constante no Instagram dele. Na última postagem, assistia a um desenho com ela e externou: “Apaixonado por minha afilhada”.

É noivo da bela Giuliana Rimini, bailarina, atriz, cantora e formada em comunicação social. Perguntado se não tem ciúme dos elogios de torcedores endereçados à amada nas redes sociais, respondeu sem piscar:

– Não, sem problema algum.

Parceiro de quarto e mate, Canteros é compatriota de Mancuello e primeiro jogador de quem o novo flamenguista se aproximou. Mas o reforço garantiu que rapidamente fará novas amizades.

– Sou companheiro de quarto do Canteros, que é argentino e podemos nos falar muito bem. Sou uma pessoa amigável e simples (repetiu), falo com todo mundo. Alguns entendo mais, outros menos (risos), mas sempre com sorriso.

Mancu gosta de pescaria, mas disse à reportagem que ainda não pensa em fisgar peixes em terras cariocas. Quer, sim, conhecer o Rio de Janeiro a fundo, local que já visitou algumas vezes. Desde a assinatura com o Flamengo, só ficou mesmo na Cidade Maravilhosa no dia 8, quando desembarcou de Buenos Aires.

– Pude conhecer somente o hotel onde se concentra o Flamengo e uma parte da praia. É uma cidade muito linda e com gente muito boa. Estou ansioso para começar os torneios, jogar logo e aproveitar muito o Flamengo – disse o argentino, que antes mesmo de assinar com o Fla já procurava apartamento na Zona Oeste da cidade.

Gosto pela bola desde os 3 anos e “amor vermelho” de berço

Em entrevista ao argentino “El Gráfico”, concedida em outubro de 2014, Mancuello contou como chegou ao futebol. Sua mãe o colocou numa escolinha, onde o estimulavam a controlar a bola em espaço reduzido. Seu tio Reinaldo Prince não gostava da orientação, mas o flamenguista garante que isso o ajudou a ter bom domínio.

– Tudo começou aos três anos, quando me colocavam dentro de um arinho e prendiam uma bola ao meu tornozelo. Eu tinha que fazer jogadinhas sem que saísse do aro. Meu tio se irritava e dizia: “Veja que disparate esse pedido do treinador”. Hoje, graças a isso, controlo melhor.

À mesma publicação revelou um contraponto à fala pausada revelada na apresentação e à personalidade simples que garante ter. Não se acalmava enquanto não jogava bola, grande paixão de infância ao lado do Independiente. O “sangue rojo” foi herdado do pai, Mario, e do tio Reinaldo. O último, aliás, fundou a “peña”, espécie de embaixada rubro-negra, Los Diabos Rojos Eduardo Maglioni.

– Era terrível desde pequenininho. Jogava bola com meu tio em casa e quebrávamos vidros. Vivia com a bola nos pés e, quando não a tinha, ficava insuportável porque queria jogar. Além disso, sou torcedor do Independiente, toda minha família é. Meu tio Reinaldo Prince, o mesmo que jogava bola e se irritava comigo, fundou a “peña” da minha cidade, Los Diablos Rojos, que hoje leva o nome de Eduardo Maglioni, homem de Reconquista (mesma cidade de Mancu), ex-jogador dos tempos gloriosos do Independiente e que é dono do recorde no futebol argentino por ter feito três gols num curto espaço de tempo: um minuto e 51 segundos. Eu sempre pedia os mesmos presentes de Natal: o uniforme completo da equipe para me vestir de jogador. E meu velho, Mario, se esforçava para me conseguir, porque era difícil viver em Reconquista e por conta do meu porte.

Mancuello, ou Mancu, fã de família, mate e futebol. Já tem o sangue “rojo” e, se adicionar o negro ao vermelho, tão logo conquistará a torcida do Flamengo.

Fonte: GE

Ver comentários

  • Muito boa a matéria
    Muita boa sorte ao mancu
    Ficou estranho o nome kkkkkkkk

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