‘O calvário da revolução…’

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Jogadores e comissão técnica do Flamengo começam a sentir o peso da inclusão de mais uma competição num calendário já apertado.

E, principalmente, num semestre sem Maracanã e Engenhão.

O time, que ainda necessita de treinos táticos para ajustes e um pouco mais de tempo para o aprimoramento físico, cumpre sequência difícil de jogos e viagens, e este desgaste físico que deverá ser a tônica no Brasileiro tem sido motivo de discussão interna na Gávea.

E acredito que deva estar sendo discutido também nas Laranjeiras _ porque o Fluminense passa pelo mesmíssimo problema.

SENÃO, vejamos: o Flamengo, que enfrentou o Vasco em São Januário no domingo e que nesta quarta-feira mede forças com o América-MG no Kleber Andrade, em Cariacica, em sua segunda participação na Liga Sul-Minas-Rio, não terá mais do que 48h para se recompor.

Chega na quinta e no sábado já viaja para o clássico contra o “aliado” Fluminense, no Mané Garrincha, em Brasília, pela quinta rodada do Estadual.

Retorna no mesmo domingo, relaxa na segunda e terça treina e viaja de ônibus para Macaé onde enfrentará a Cabofriense na quarta.

Volta ao Rio de Janeiro de madrugada de quinta para descansar, treinar e viajar na sexta para Volta Redonda onde encara o Resende, no sábado.

O FLUMINENSE enxerga o mesmo fantasma.

Jogou no domingo em Volta Redonda pelo Estadual, voltou de madrugada, fez um treino tático e nesta quarta-feira encara o Cruzeiro no Mineirão.

Retorna amanhã e no sábado estará em Brasília para o Fla-Flu.

Regressa após o jogo e na terça estará en Cariacica para o clássico contra o Botafogo, na outra quarta.

Chega na quinta, treina sexta e sábado e enfrenta a Friburguense, em Nova Friburgo, no domingo.

Em duas semanas, a dupla Fla-Flu terá feito não mais do que quatro treinos táticos e quatro partidas em duas competições em que disputam como protagonistas.

É PRECISO agora que torcedores e críticos entendam, de fato, a importância desta Liga que almeja rediscutir o processo organizacional do futebol brasileiro.

Pois Flamengo e Fluminense, Muricy Ramalho e Eduardo Baptista, terão dificuldades para acertar os times.

Terão que fazê-lo quase de forma intuitiva sabendo que assim será durante todo o ano.

É o preço de um movimento revolucionário para o qual os dois não se prepararam…

Fonte: Gilmar Ferreira

Ver comentários

  • É só começar a rodar o elenco. Um time joga quarta e o outro joga Domingo. O Elenco é grande e pode ser feito testes contras os times do Rio. Coloca o time titular no clássico e na quarta descansa.

  • O FLAMENGO TEM ELENCO, E ESSA LIGA TINHA QUE COMEÇAR

    DE QUALQUER JEITO, PORQUE JÁ NÃO AGUENTO MAIS A

    BAGUNÇA QUE SE TORNOU O CARIOCA.

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