Palco novo para o Fla-flu em Cariocas. Aliás palco novo e singular para qualquer jogo do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro. Enquanto os Rolling Stones provavelmente fizeram um bom show na noite de sábado, o futebol do Rio e um dos seus maiores símbolos, o Fla-flu, foi experimentar novos ares, posto que o Maracanã, outrora palco do futebol virou, após a fifetização, uma casa de festas não-desportivas.
Se o palco era novo e o campeonato era o Modorrento, o Fla-flu soube ser Fla-flu mesmo longe de casa. Gols, correria, empurrões, gente pedindo socorro e clemência à deus (não é, Diego Souza?), expulsões, vitória do Mais Querido e todas essas coisas normais e tradicionais em um Flamengo e Fluminense.
Se o Flamengo começou dando um pequeno susto, logo colocou as coisas nos eixos e deveria até ter saído para o vestiário no intervalo com vantagem maior no placar. Ampliou logo no inicio da segunda etapa e, força do hábito, não podia mesmo deixar a gente curtir a vitória de forma tranquila. O Flamengo sem acrescentar um elemento dramático e um roer de unhas ainda é Flamengo, mas vamos combinar que o nosso peito rubro-negro é bem chegado a uma emoção inesperada de última hora.
E os gringos? Será que enfim (soar de trombetas) arranjamos uns com grife e certificado de garantia em castelhano? Sim, porque jogar bem não basta. Tem que jogar bem e quizumbar o bagulho com requinte. Talvez se tivéssemos cedido o empate a gente até pensasse duas vezes em “elogiar” uma expulsão. Mas depois de tudo que passamos em 2015 no quesito “tô nem aí pro resultado” da parte dos nossos atletas, ver um cara que acabou de chegar brigando pela bola, brigando pela vitória… E brigando só porque tá brigando mesmo, não deixa de ser um alento. Cuéllar tem que se acalmar… Mas não precisa acalmar muito não. Fora isso, ele e o Mancuello, com a ajuda do Arão, têm sim condições de dar um up grade dos bons na nossa meiúca. E olha que ainda tem o Éderson pra fazer parte da brincadeira.
Só não dá pra comemorar ainda por conta daquela pulga na orelha que citei em post anterior. Parece que a gente tem um Flamengo Que Corre e um Flamengo Que Não Corre. Daí ficamos sempre na dependência de saber qual dos dois vai pro campo de jogo. Mas vamos lá. Confiemos no trabalho do Muricy e na regullaridade da equipe.
Falando em Muricy e regullaridade, mais uma vez nosso treinador cobrou uma posição da diretoria no quesito “Nossa Casa no Brasileirão”. Eu não vou mais uma vez dar minha opinião por três motivos: Já cansei de falar nesse assunto, não quero falar palavrão no momento e o mais importante… Tanto faz o que eu e o resto da torcida (carioca ou off Rio), o Muricy, o Zico, o Papa Francisco, os jogadores ou você achemos, a diretoria vai fazer a merda que der na telha sem se importar com nenhum dos envolvidos. Simples assim. Aguardar, observar, tomar ciência, aceitar. O único jeito de lidar com isso sem maiores irritações. Conselho do tio.
Se a semana começou bem, o restante dela tem tudo para ser sonolenta e previsível. Cabofriense e Resende são os próximos adversários. Guerrero não joga na quarta? Quem mais aí quero ver o Vizeu entrando de titular? Hora boa. Sem pressão e contra um dos Nanicos do Carioqueta. Vamos observar.
Fonte: Torcedor do Flamengo | GE
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