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A bola e a crise…

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O mau momento do Flamengo expõe o sofrimento comum à maioria dos clubes brasileiros, sejam grandes ou menores, quando divididos entre o amadorismo e o profissionalismo.

O discurso da austeridade administrativa e a vontade política de enfrentar o sistema viciado esbarram num ponto essencial que movimenta todo processo: a paixão.

E, quando a bola não entra, pouco importa a excelência do trabalho e dos trabalhadores.

Quando a bola não entra, deixa-se de lado as bandeiras ideológicas e as decisões racionais.

Quando a bola não entra, todos perdem…

TEM SIDO assim não apenas no Flamengo, mas também no São Paulo e no Palmeiras (só para não sairmos do eixo sudeste) _ embora no caso dos rubro-negros a situação seja mais alarmante pelo protagonismo político, por vezes assumido de forma desmedida.

As finanças aparentemente equilibradas e o elenco de qualidade equiparada às grandes forças não absolvem o comando de um departamento de futebol onde a competência do executivo da pasta e o currículo do treinador do time dispensam comentários _ se a bola não entra até o porteiro do Centro de Treinamento é molestado.

É CEDO para conclusões, mas se alguma atitude tivesse de ser tomada a mais coerente seria dar ao Estadual o tamanho que a diretoria do clube o dimensionou desde que resolveu romper com Rubens (argh!) Lopes e seus pares.

O Flamengo poderia (e deveria!) ser fiel a seus interesses dando a Muricy total liberdade para preparar física, técnica e coletivamente o time que terá a missão de recolocá-lo na Liberdadores de 2017.

Porque, afinal de contas, foi para isso que o clube o contratou _ ou não foi?

Infelizmente, a coisa chegou ao ponto de o time não poder perder para o Vasco, nesta quarta-feira, em Brasília, sob pena de ver crescer a pressão sobre o trabalho que mal começou.

Porque quando a bola não entra…

RETORNO

Do laod vascaíno, a recuperação do colombiano Riascos, um mês depois de sua última atuação (1 a 1 com o Botafogo), vem em boa hora para Jorginho.

Pois estou certo de que técnico percebeu a queda no ritmo do time nas vitórias sobre Boavista e Botafogo, ambas por 1 a 0.

O reaparecimento do agora artilheiro devolve a opção do jogo veloz.

Riascos, mais folclórico do que eficiente, vive bom momento e é visto como peça-chave na engrenagem entre meio e ataque.

Há chances de vermos, ao menos, um jogo movimentado…

INTRUSO

A vitória do Volta Redonda sobre o Flamengo no sábado deu relativa importância ao confronto do time do interior com o Botafogo, e também do jogo entre Bangu e Fluminense _ ambos nesta quarta,

Quem tropeçar, corre o risco de perder para o próprio Voltaço a vaga no quadrangular final do Estadual.

Por ora, é o que há de mais emocionante no Estadual do Rio de Janeiro…

Fonte: Gilmar Ferreira

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