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É maldição

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Mais um jogo contra eles, mais um fracasso. De resto, quase tudo mudou.

Diferentemente dos últimos Flamengo x Vasco, houve garra e também futebol rubro-negro. Emerson e Gabriel menos abertos, mais recuados, buscando jogo, compondo o meio-campo. O time se impôs, quis vencer. E tentou a todo momento.

Placar aberto, alívio. Finalmente um gol. Esperança que surge, alegria que vai. Empate. Juan mal demais no lance. Dor, perdão. É dos melhores do time no ano. Certamente, o de alma mais flamenga.

Márcio Araújo tinha de ter sido expulso no final do primeiro tempo. Não foi. O árbitro compensou deixando Ederson apanhar por todos os lados no começo da segunda etapa. É pouco. Deixa de ser, a partir do momento em que não é marcado o pênalti de Marcelo Mattos em Guerrero. Muricy Ramalho ainda reclamou de falta em Juan no lance que origina o fatídico escanteio. Impressão, na hora, de que ele realmente foi desequilibrado para a disputa. Pela TV, ao vivo, impossível tirar uma conclusão. Os 3 minutos de acréscimo, transformados em 2:38, só serviram para aumentar a raiva. Faz parte da sina. Culpa da arbitragem? Não.

E de Guerrero? Faríamos o gol. Cada um de nós, de sangue rubro-negro, empurraria aquela bola pra dentro. Quem, mais que qualquer um, gostaria de tê-la empurrado? Paolo Guerrero. É nítido que tem o Vasco engasgado. Bom para Rodrigo. Não foi a primeira, nem a segunda vez em que o zagueiro botou nosso centroavante no bolso. Quinta partida de Guerrero contra eles, terceiro cartão amarelo. Vale lembrar que, no jogo de volta da Copa do Brasil, o peruano deixou o campo aos 17 minutos do primeiro tempo.

Fora o placar, quase tudo mudou. Quase porque a postura de Guerrero diante de Rodrigo continua a mesma. É provocado, perde a cabeça. Sofre advertência, segue o jogo pendurado e, grande parte dele, pensando em uma maneira de se vingar. Soltou o braço no adversário, deu sorte. Atingiu o pescoço, não o rosto. Sangramento, ali, era vermelho direto. O que Rodrigo mais queria. A tragédia, na pequena área, foi a cereja no bolo do zagueiro vascaíno. Por dentro, Guerrero desmoronou ao parar em Martín Silva. No segundo tempo, teve a chance da redenção. Imperou o medo do fracasso. Bem posicionado, na área, não quis dominar e bater. Optou por tocar de cabeça para Gabriel, pior colocado. O passe saiu atrás. Oportunidade desperdiçada. Raiva do peruano sim, culpa não.

As chances perdidas pelo atacante não fariam falta se Willian Arão tivesse aproveitado a dele. Último lance do jogo, como que erra o domíno? Já que errou, como não tem 2 metros de perna pra alcançar a sobra? Com a catástrofe de Guerrero, como culpar o Arão?

É maldição. Rogaram uma praga no Flamengo e ela é a responsável por mais essa derrota. Derrota. Só vira empate se classificarmos com 1 ponto a mais e menor saldo que o quinto colocado.

A coisa andava estranha nos últimos confrontos, mas faltou tudo naquelas 7 partidas. Dessa vez, só a vitória. Muricy mexeu no padrão, o time correspondeu, criou e fez o máximo para dar ao Flamengo o que ele merecia. Menos 2 gols.

O caminho é descobrir e fazer por onde acabar com o sufoco. Ao que tudo indica, é só Guerrero botar uma bola na rede deles. E se não for? E se isso nunca acontecer? Milagres existem para curar esses males. Que vençamos os jogos restantes da Taça Guanabara e tenhamos a chance de, ainda no primeiro semestre, extinguir a maldição.

A propósito: Lembram de Marcelo Cirino, aquele que nunca, na vida, marcara em clássico?

Vamos, Flamengo!

Fonte: Nosso Flamengo

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  • Gostei do texto, superficial mas abordou alguns pontos interessantes. SRN

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