Ex-jogadores do Flamengo lamentaram a morte do ex-centrovante Gaúcho, ídolo rubro-negro do início dos anos 90. Luís Carlos Tóffoli tinha 52 anos e não resistiu a um câncer de próstata, falecendo na última quinta-feira. O ex-lateral Júnior, que foi campeão brasileiro de 1992 ao lado do ex-companheiro, destacou que Gaúcho deixará saudades pelo caráter. Segundo o Maestro, não há pessoa ligada ao futebol que tenha convivido com ele incapaz de elogiá-lo.
– Você não encontra com os boleiros uma pessoa que tenha convivido com o Gaúcho que não tenha nada para falar. Pelo contrário, acho que há muito mais coisas para falar para enaltecer pela figura, pelo caráter, pelo cara que era – disse.
O ex-meia Marquinhos recordou o poder da cabeçada de Gaúcho, que tinha como característica fazer gols de cabeça, do alto do seu 1,82 de altura . Ele e o ex-camisa 9 faziam parte da turma de jogadores do Fla que faziam dancinhas após balançar a rede.
– Nunca vi um jogador cabecear como ele. Fazia gol de cabeça de fora da área. Coisa incrível a potência na cabeça que ele tinha. Me deu muitas alegrias. Tenho que agradecer. Já me deu muitos “bichos” – recordou.
Bastante emocionado, Nélio também foi revelado pelo Rubro-Negro como Gaúcho, mas era sete anos mais novo. O ex-jogador do Flamengo revelou a tristeza pelo adeus do colega.
– A gente fica bastante chateado, bastante triste, mas acredita em um bem maior, que ele possa estar em um lugar melhor, ou maior, e continue fazendo alegria – declarou.
Uidemar foi um dos grandes amigos de Gaúcho no Flamengo. O ex-volante conquistou a Copa do Brasil de 1990 e o Brasileiro de 1992 ao lado do camisa 9.
– A gente se falava muito depois que descobriu o câncer dele, passamos a conviver mais ainda. Os amigos, essa galera do Flamengo, com certeza. Muito triste com a perda do Gaúcho – disse.
Como profissional do Flamengo, Gaúcho fez 98 gols em 200 jogos. Ao todo, o centroavante vestiu a camisa de doze clubes, entre eles Palmeiras, Fluminense e Atlético-MG.
Fonte: Sportv
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Sou de 79. Como muitos, não tive a sorte de acompanhar o melhor Flamengo da história... Passei a acompanhar futebol e Flamengo com mais proximidade a partir de 87 e 88, e meu maior ídolo nem era o Zico, mas sim o Bebeto. E me lembro de como sofri, ainda criança, em vê-lo se apresentar no vasco, vestir a camisa, e abraçado ao Dinamite, falar na entrevista que nao ia falar do "outro time", que ele tinha Gama no nome, que era uma honra jogar com Dinamite, e que sempre foi difícil enfrentar o vasco pelo ex-clube, devido o seu grande carinho pelo vasco... Ele teve a pachorra de dizer ex-time, e não Flamengo, como outros idiotas fizeram depois, como Marcelinho, Edmundo, etc... Aí veio a geração de 90, 91 e 92, com Junior, Zinho e Gaúcho como principais jogadores... Fui a muitos jogos do brasileiro de 92, das derrotas em casa à arrancada dinal... Fui também aos dois jogos da final contra o botafogo. Chorei agarrado ao meu pai. Meu maior ídolo novamente não era o Junior, e sim o Gaúcho... E depois de alguns anos ele foi contratado pelo fluminense... Mais uma desilusão... Fui assistir no Globo Esporte a apresentação dele. Foi quando deixei de sofrer e sorri... Depois de uma pergunta idiota de um repórter idiota, ele, que sempre foi bem humorado e gozador, ficou sério, e disse palavras que nunca me saíram da cabeça... "Nao adianta... Nunca vou falar mal do Flamengo. É meu time do coração. É como falar mal de mãe. Impossível. Mas fica tranquilo, vou me dedicar ao máximo aqui mesmo sendo Flamengo, e se um dia eu sair do fluminense, vou tratá-lo com o mesmo respeito.". Gaúcho sempre vai ter minha admiração e meu respeito. Ídolo como poucos. Sempre vou gritar Eô eô, o Gaúcho é o terror!
Cara sou da geração Zico você me emocionou. Desconhecia essa entrevista do Gaúcho. Ele hoje seria a solução do nosso ataque fácil. O time do Mengo do Céu está reforçado.