O segundo título carioca do Bangu, conquistado em 1966, completa 50 anos em 2016. Como naquela época o estadual era disputado no segundo semestre, a grande decisão contra o Flamengo aconteceu no dia 18 de dezembro. O Alvirrubro venceu por 3 a 0. Os banguenses só tinham sido campeões em 1933 e nunca mais conquistariam o Estadual novamente O historiador Carlos Molinari, torcedor apaixonado do clube da zona oeste, lembra que naquela época a competição movimentada toda a cidade.
– A decisão do Campeonato Carioca realmente movimentava a cidade. Colocou frente a frente o Flamengo, time de maior torcida, e o Bangu, que era um time que estava sempre batendo na trave. Tinha sido terceiro colocado em 1963, segundo colocado em 1964, segundo colocado em 1965. Então era um time que chegava e não conseguia ser campeão. O que torna 66 especial não é só por ser o último título de um time médio no carioca. Se você for ver, de 1967 pra cá só deu Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo ganhando título. Ninguém mais conseguiu – contou.
A partida decisiva terminou aos 26 minutos do segundo tempo por conta de uma confusão com a torcida banguense provocando a rubro-negra aos gritos de: “um, dois, três, se não corre é de seis”. Goleiro do Bangu naquela final, Ubirajara lembra que a briga começou com Almir “Pernambuquinho”, do Flamengo.
– O Almir foi terrível. Essa briga começou justamente por uma entrada dura que deram no centroavante do Flamengo (Osvaldo). O Almir foi tomar satisfação e começou a discussão. Aí a briga começou e acabou só quando todo mundo foi expulso – lembra Ubirajara. O árbitro Aírton Vieira de Morais expulsou Ubirajara, Luís Alberto, Ari Clemente e Ladeira pelo lado do Bangu; Valdomiro, Itamar, Paulo Henrique, Almir e Silva do time do Flamengo.
Mas para toda uma geração não só dos jogadores do Bangu, mas também dos torcedores e principalmente dos moradores do bairro que possui o mesmo nome, o que marcou foi a festa. Ênio, atacante daquele time banguense, lembra a festa que foi feita após o título conquistado no Maracanã, que recebeu mais 143 mil pagantes.
– Foi uma festa maravilhosa. Desfilamos em carro aberto aqui na rua principal. A festa foi aqui no Bangu, com o povo todo de Bangu gritando. Varou a madrugada toda. Aquela maior alegria. Foi muito maneiro, a gente sente falta disso. Saudade é a palavra, saudade mesmo – contou.
A vitoriosa campanha do Bangu foi de 18 jogos, com 15 vitórias, dois empates e apenas uma derrota, justamente para o Flamengo, no primeiro turno. A taça original da conquista foi roubada da sede do clube. Na sala de troféus, uma réplica registra o segundo título carioca do Bangu ao lado da homenagem da câmara municipal do Rio de Janeiro.
Fonte: Sportv
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Meu nome é Almir por causa do Almir Pernambuquinho, esse que brigava pelo Flamengo e salvava gol colocando a cara na chuteira do adversário.
Muito mais polêmico e brigão do que o Edmundo.