A CBF lucrou R$ 72,081 milhões em 2015, cerca de R$ 20 mi a mais que no ano anterior, quando encerrou a temporada com R$ 51,010 milhões em caixa. A informação já havia sido divulgada pelo blog Bastidores. O aumento veio mesmo em ano com saídas de patrocinadores, casos de corrupção e crise política na entidade. Em 2014, a CBF ganhou R$ 359,416 mi em contratos com patrocinadores, valor maior do que os R$ 339,604 milhões do ano passado.
– Na realidade, a reunião ficou em aberto e ficou certo que todos retornariam pela tarde. Ele (Delfim Peixoto) não retornou. Ele alega que não teve acesso às contas, mas estão todos lá acompanhando e olhando os números. A assembleia está em aberto até que ele analise. Caso ele não queira, ou o departamento jurídico da CBF não consiga reverter a situação, terá nova convocação. Mas ele tem todo tempo de olhar as contas – declarou Ednaldo.
Após convocação em primeira chamada pela manhã, a CBF reiniciou o encontro às 14h30 desta segunda na esperança de que Delfim voltasse atrás em sua decisão, mas ele não esteve presente. Uma nova assembleia foi convocada para a manhã desta terça, às 11h. A CBF tentará cassar a liminar para apreciar seus números. Caso não consiga, uma nova convocação terá que ser feita. As contas devem ser aprovadas até o dia 30 de abril. A CBF irá se manifestar sobre os números de seu balancete apenas após a aprovação das federações.
Em seu balanço, a entidade registra aumento nos custos com futebol, especialmente no futebol de base e feminino, com o dobro dos valores de 2014. No ano passado, foram gastos R$ 18,258 mi com o futebol feminino, contra R$ 9,583 mi do ano anterior. Na base, o valor gasto com a base foi de R$ 22,760 mi, frente a R$ 13,202 de 2014. A CBF também aumentou os repasses às federações em cerca de R$ 16 mi: de R$ 107,740 de 2014, para R$ 123,280 mi do ano passado.
Aumento de receita, mas perda de patrocínios
A principal razão para isso são os contratos de patrocínios, todos feitos na moeda americana. A saída de patrocinadores, inclusive, foi um dos motivos para a queda na receita líquida. A CBF perdeu cerca de R$ 20 mi em contratos com as saídas de empresas como Unimed, P & G, Sadia, Michelin e Gillete. O saldo das quebras desses contratos deve ser mais sentido em 2016, quando os valores não serão pagos durante todo o ano.
Fonte: GE
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