Na noite dessa quarta Flamengo e Vasco entram em campo para mais um confronto. Ainda que esfriado pela distância da terra natal do outrora Clássico dos Milhões, não se pode negar que todos nós paramos para olhar um Flamengo e Vasco até se, ao passarmos na rua de casa, uns moleques estiverem a disputar a peleja descalços e com chinelos fazendo o papel de trave. Claro que isso só vale pro lado de cá, já que o lado de lá é capaz de parar para ver e secar o Flamengo até em jogo de totó (ou pebolim, dependendo de onde você vive).
Se o Clássico por si só hipnotiza e detém nossos olhares, atenções e corações, esse da Quarta Rodada da Fase que Vale do Carioqueta tem algumas características bem peculiares no campo da sugestão e impressão.
Por exemplo… O Eurico conseguiu, através sei lá de que meios, fazer o povo do lado de lá comprar a tal ideia do “campeonato à parte”. Time, comissão técnica, torcida, porteiro, o cara que frita bolinho de bacalhau no bar do clube, todo mundo anda a disparar sorrisos mil só porque não perdem para o Flamengo há um pequeno punhado de jogos. E isso em detrimento de terem vencido a última Final entre as duas equipes no distante ano de 1988 e, pior que isso, estarem no ano sim da gangorra desportiva que rege a eterna oscilação lusa entre a Primeira e a Segunda Divisões. Uma alegria fugaz e uma cortina de fumaça para tentar amenizar a agonia que deve ser (não tenho como saber) estar nos porões do futebol brasileiro.
Do lado de cá, a Hipnose Azul, que a cada início de temporada pinta um cenário dourado de felicidade suprema que acaba não se concretizando nos gramados, limitando-se aos balanços contábeis e ao paradisíaco e oficializado “ano que vem é tudo nosso”.
Apesar das ameaças de suicídio (ou homicídio) coletivo e da revolta nas redes sociais com a atual seca de gols e força de vontade dos nossos atletas, é forçoso admitir que a nossa Era Ruim parece um sonho se comparada com as Fases Negras dos outros.
O Flamengo é tão grande, que a falta de planejamento, marketing, bom senso, estádio, vontade e vergonha na cara, nos acarretam no máximo esse monte de temporadas modorrentas, nas quais ficamos ali habitando a meiúca, contando dinheiro e olhando com desdém para as batalhas no topo e no fosso da tabela do Brasileirão.
Se o lado de lá vem empolgado com a campanha no Carioqueta, ponto alto do 2016 cruzmaltino, nós vamos pressionados na busca por alguns resultados que possam aplacar a ira de uma Nação indignada com o desdém que jogadores e diretoria tratam cada derrota.
Cuéllar não joga e fará falta. Guerrero ainda depende de uma análise da comissão técnica e médica. De resto a equipe que vai a campo, mesclada ou não, tem a OBRIGAÇÃO de correr e se dedicar em busca da vitória. E, caso isso ocorra, não dá a ninguém o direito de discursar como herói no pós-jogo. Dedicação é o mínimo que podem dar em troca do salário que recebem. O mínimo.
Bora pra dentro deles. Daí se a gente arranca uma vitória por um a zero magro que seja, mesmo sem as conexões necessárias, hipnotizados de amor, a gente já oficializa a melhora e começa a projetar a Libertadores 2017… E daí é tomar cuidado pra não encontrar um empate modorrento no sábado contra o Botafogo… E tornar a acreditar que esse é mais um exemplar do Pior Ano da Nossa Vida. Sem dramas… Sem conformação com toda e qualquer derrota. Sejamos Série A, Flamengo.
Fonte: Torcedor do Flamengo
Dupla Fla-Flu administra o Maracanã de forma conjunta O Flamengo volta a campo no domingo…
Rafael Leão atualmente defende o Milan (ITA) O atacante Rafael Leão agitou os bastidores do…
Flamengo volta ao Maracanã após pausa da Copa do Mundo O Flamengo goleou a Chapecoense…
Matheus Delgado Candançan apita o jogo da próxima quarta-feira (29) A Confederação Brasileira de Futebol…
Empresários se revoltaram com o Flamengo que reprogramou pagamentos O Flamengo emitiu, nesta quinta-feira (23),…
Léo Ortiz não faz mais parte do departamento médico e trabalha para voltar ao Flamengo…