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Presidente de liga vê 4ª divisão como porta para Adriano recuperar carreira

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Recém-chegado aos Estados Unidos, Adriano ainda precisará de algum tempo de preparação para entrar em campo pelo Miami United. Mas a simples apresentação do Imperador em seu novo time na noite de quinta-feira já pode ser considerado o principal fato da história da National Premier Soccer League (NPSL). Um momento bastante comemorado pelo presidente da entidade, o Jopseph Barone, mas que ele mesmo acha que deve durar pouco. O italiano acredita que uma temporada no campeonato, que equivale à quarta divisão dos Estados Unidos, será suficiente para Adriano voltar a receber oportunidades em torneios de elite.

– Ter o Adriano na NPSL é um passo muito, muito importante. Para nós, para o Adriano. Se for bem no campeonato, as portas vão se abrir para ele. Acho que, se ele fizer o que sabe fazer tão bem, no fim de agosto pode ter uma grande ascensão. Não só para a MLS (Major League Soccer, a principal liga americana), mas não descarto a possibilidade de ele voltar a ter mercado na Europa – disse Barone.

Presente na apresentação de Adriano no Miami United, o dirigente explicou ao GloboEsporte.com a estrutura da NPSL e o funcionamento do campeonato. Segundo ele, trata-se de um campeonato amador, mas com representatividade em todo o país e possibilidade para a contração de profissionais. A temporada é relativamente curta – entre maio e agosto –, pois a base de boa parte das equipes é formada de jogadores universitários, que aproveitam o período de verão para disputarem o torneio.

– Somos uma liga amadora, a quarta divisão do futebol nos Estados Unidos. Não tem acesso entre as ligas aqui. Se o Miami ou qualquer outro time ganhar o campeonato, não sobe para a terceira divisão. Temos essa limitação. Mas contamos com 86 times em todo o país. Treze conferências divididas em quatro regiões. Nossos times também são aptos a contratarem jogadores profissionais, dentro das regras da USSoccer (Federação de Futebol dos Estados Unidos). Nosso campeonato é bem curto porque a base de muitos times são jogadores do “College” (universidades) – afirmou.

O Miami United de Adriano faz parte da Conferência Sunshine, da Região Sul, que conta ainda com outros sete times. Eles jogam entre si e o clube de melhor campanha avança aos playoffs regionais – em 2015, o novo time de Adriano ficou em segundo lugar, atrás do Miami Fusion. No fim, os campeões de cada uma das quatro regiões decidem o campeonato da NPSL na fase nacional (o New York Cosmos B é o atual campeão).

Otimista com o momento do futebol nos Estados Unidos, Joe Barone, como é conhecido o dirigente, confia no crescimento do campeonato. Ele admite a grande distância que ainda há entre a NPSL e a MLS, principalmente no aspecto financeiro, mas diz ter certeza de que dentro de poucos anos, os Estados Unidos estarão entre os principais mercados mundiais do futebol.

– Por sermos uma liga amadora, a taxa de entrada é bem pequena. Menos de 20 mil dólares (cerca de R$ 72 mil). Na Major League Soccer, o último time que entrou pagou mais de 100 milhões de dólares (cerca de R$ 365 milhões). Então, há uma grande diferença financeira entre uma liga amadora e uma liga profissional. Mas o que posso dizer é que o estágio atual do futebol nos Estados Unidos é muito bom para todos. Posso dizer que nos próximos cinco anos, os Estados Unidos estarão entre os principais mercados do futebol.

Segundo o site oficial da federação americana (USSoccer), a MLS é considerada a primeira divisão do país. A liga conta com estrelas como Kaká (Orlando City), Pirlo (New York City FC), Gerrard (Los Angeles Galaxy) e Drogba (Montreal Impact).

Famosa nos anos 70 e 80 por ter contratado craques como Pelé, Cruyff e Beckenbauer já em final de carreira, a North American Soccer League (NASL) é atualmente o segundo escalão do futebol dos EUA. Os clubes famosos, como NY Cosmos e Fort Lauderdale Strikers, seguem na competição, mas agora com menos estrelas. O ex-atacante Ronaldo é sócio dos Strikers, clube que contou com Léo Moura em 2015. Mas os principais nomes foram o espanhol Raúl e o volante Marcos Senna, que conquistaram o título pelo Cosmos e depois penduraram as chuteiras.

Na hierarquia da USSoccer, a NPSL fica atrás ainda da United Soccer League (USL), que conta com vários times reservas dos clubes da MLS e é considerada a terceira divisão. Porém, a USL já foi o segundo escalação e contou com Romário defendendo o extinto Miami FC em 2006.

Como as ligas são independentes e paralelas, não há rebaixamento e acesso entre elas – ou seja, o campeão da NASL não sobe para a MLS, assim como nenhuma equipe cai de divisão.

Fonte: GE

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