Nunes
Quando dá uma olhada no retrovisor da carreira, Nunes, um dos maiores ídolos do Flamengo, enxerga o Confiança, a 42 anos de distância. Foi ali que o então atacante desconhecido, recém-saído do exército, estacionou após estourar a idade na base rubro-negra.
A trajetória no clube sergipano foi corrida: durou seis meses. Tempo suficiente para a torcida, fanática, dar-lhe de presente, nos seus 19 anos, um Opala zero quilômetro na cor champanhe que fez o coração de Nunes acelerar.
– Os torcedores conseguiram autorização para botar o carro no gramado do Batistão, antes de um jogo do Confiança. Quando entrei no campo, mandaram eu tirar a lona que o cobria. E me deram a chave. Tenho muito respeito por essa torcida – lembra o ex-jogador. – Quando fui vendido para o Santa Cruz, dei o carro de entrada na compra de um Chevette novo.
O arranque para a viagem entre a Gávea e Aracaju foi dado por Mineiro, então massagista do Flamengo. Ele indicou o garoto Nunes para o amigo Dequinha, ex-jogador rubro-negro que treinava o time sergipano, carente de um bom centroavante.
– Foi meu primeiro contrato profissional. Logo na minha estreia, ainda com o cabelo reco, do exército, fiz dois gols. Estourei no Sergipano, fazendo dupla com Tom Maravilha – recorda.
Nesta quarta-feira, porém, Nunes vai frear qualquer sentimento que não seja pelo Flamengo. No confronto entre os dois times, a partir das 21h45, pela Copa do Brasil, o Confiança ficará por ora guardado feito estepe, no coração rubro-negro.
– Vou torcer pelo meu time, o Flamengo – revela, sem derrapar.
Fonte: Extracampo
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