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A Liga Sul-Americana de Clubes avança

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Ontem, no Morumbi, 32 dos maiores e mais importantes clubes da América do Sul voltaram a se reunir. A pauta foi, novamente, a criação da Liga Sul-Americana.

A primeira reunião de clubes para tratar da Liga foi em Montevideu, em 11 de janeiro. No dia seguinte comentei a respeito neste OCE, destacando o enfrentamento da CONMEBOL e o pedido por maior transparência e participação nas vendas dos direitos de transmissão das copas continentais, principalmente, é claro, a Copa Libertadores. Destaquei também, começando pelo título do post, a ausência dos clubes brasileiros.

Na segunda reunião, em Buenos Aires, vários de nossos clubes compareceram e ontem, finalmente, os 12 clubes de maiores torcidas estiveram presentes. Com eles, 20 outros clubes da América do Sul. Essa é, sem dúvida, a base para a Liga existir.

Do post linkado acima, destaco esse trecho:

Os clubes têm que ser os protagonistas do futebol em todo o mundo, como já vem ocorrendo. Para variar, estamos atrasados, tanto o país como o continente, algo que já se tornou um verdadeiro vício historicamente. Vamos a reboque dos países mais desenvolvidos, sempre com atraso, em detrimento de nossos povos, numa visão mais ampla, e de nosso futebol, nessa visão mais fechada e particularizada.

Tirar esse atraso não é tarefa impossível ou mesmo muito difícil, pelo contrário, mas depende de firme vontade e visão dos dirigentes de nossos clubes, no Brasil e em toda a América do Sul.

O espírito e a realidade nada mudaram, por enquanto. E dois dos três últimos presidentes da CONMEBOL continuam presos, apenas como lembrança.

O mais espantoso é que, pelo andar da carruagem, teremos uma liga continental antes mesmo da existência de ligas nacionais no Brasil e na Argentina. Seria quase como colocar o carro à frente dos bois. Seria, mas não chega a ser porque esse carro pode, sim, andar à frente dos seus bois, embora não seja o desejável.

Essa relativa rapidez na criação da Liga é explicada, quase totalmente, pelo sucesso preliminar de uma das principais metas da entidade a ser criada: melhorar a distribuição dos direitos de transmissão, que passaram de US$ 300,000.00 para US$ 600,000.00 por partida.

É o momento para agir na CBF e fora da CBF

É bom os clubes brasileiros se mexerem mais e dependerem menos da CBF, que faz propaganda de muitas mudanças e boas intenções, mas, na prática, até agora, permanece o que sempre foi.

Continua, também, ignorando a Lei de Responsabilidade Fiscal no Esporte, em vigor desde 4 de agosto de 2015, que determina, entre outras coisas, o direito a voto para os 20 clubes da Série B e, muito, muito mais importante, determina que os 40 clubes das Séries A e B participem com plenos direitos das assembleias ordinárias da entidade, que são, disparadas, as mais importantes.

A famosa e paparicada Assembleia Geral Extraordinária para eleição de novas direções é somente um apêndice das assembleias ordinárias. Essa assembleia, na prática, tem o mesmo valor do apêndice humano – nenhum.

E apenas como lembrança: dos três últimos ex-presidentes da CBF, um permanece preso (ainda que em prisão domiciliar) e os outros dois estão sendo investigados pelo FBI e estão também sob o escrutínio da FIFA. Quanto ao atual, colocado no cargo, mas não no poder, bom, o atual continua lá. Decorativamente.

São Paulo ou Porto Alegre?

Informa o blog Bastidores FC, que os clubes brasileiros desejam que a sede da Liga Sul-Americana seja localizada no Brasil. Nesse caso, São Paulo e Porto Alegre seriam as candidatas.

Até seria interessante termos um órgão sul-americano sediado no Brasil. Interessante e inédito, no caso do futebol.

Quanto às cidades, São Paulo é uma opção natural e melhor por um motivo muito simples: é o ponto da América do Sul que melhor e mais rapidamente se conecta a todas as outras capitais. Nesse sentido, é até melhor que Buenos Aires em termos práticos, quando se pensa em facilidade, logística e rapidez.

Independentemente da sede, porém, que venha a Liga.

E que venha logo.

Fonte: Olhar Crônico Esportivo

Ver comentários

  • É nos momentos de crise que às vezes aparecem soluções, e esse momento de crise da conmebol e da cbf é o momento perfeito para os clubes deixarem de ser escravos de dirigentes corruptos e interesses de terceiros.
    Que venha a Liga Brasileira e Sul-Americana!!

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