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É dia de se sentir como o César Martins

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Os deles à espera, enfileirados. Os nossos quebram o protocolo, ignoram torcedores mirins amazonenses e partem numa arquitetada euforia. O capitão – que não representa nenhum de nós – finca, no centro do gramado, o pavilhão carregado de nossas cores. Os deles só assistem. O mesmo capitão transforma a euforia em desespero, logo no começo, e parte pra cima do craque deles. O camisa 9, pela primeira vez desde que chegou, não cai no jogo psicológico do zagueiro fanfarrão. Dali em diante, mais do mesmo.

Outra vez, o time de Jorginho anulou o nosso. Dominou o jogo até abrir o placar, recolheu-se com a vantagem e, ainda assim, desperdiçou a chance de matar o confronto logo no primeiro tempo. Fechou-se – e bem – quando necessário e, talvez numa justiça do carma, foi agraciado com o segundo gol.

Muricy Ramalho voltou a apostar no 4-3-3 do vazio no meio, das bolas esticadas a esmo e das investidas pela direita que, dessa vez (como sempre, contra eles), não renderam. Pronto, fez-se a desculpa. “A diferença é que uma equipe marcou e a outra não”. Tal leitura é inconcebível. Eles tinham a vantagem do empate, jogaram bem com ela e foram superiores.

Há quem vá reclamar que o placar foi aberto em gol irregular. Irregularidade descoberta através do replay, minutos após o lance. Muito similar ao ocorrido na final do estadual de 2014. O gol do título rubro-negro era legal até verem, em um replay, que Márcio Araújo – e não Nixon – tinha sido o autor do chute. Arbitragem de hoje isenta.

O erro crasso de Leonardo Garcia Cavaleiro foi creditar o segundo gol a Riascos e não a Wallace. Ademais, agiu bem na expulsão de Alan Patrick e teve bom senso ao encerrar a partida sem acréscimos. Era desnecessário.

Apito final e veio à tona uma das principais razões do 2 a 0. Os jogadores deles em festa, em sintonia com a arquibancada, custando a deixar o gramado e interromper a folia com o povo que veste aquela camisa. Os nossos, indiferentes. Como se tivessem perdido para o Tigres do Brasil na primeira fase, como se tivessem batido o Barcelona em pleno Camp Nou. Para eles, qualquer jogo é “apenas mais um”.

O “apenas mais um” desse domingo foi o nono seguido sem vitória sobre o maior rival. Nono em 1 ano e 12 dias. É como se a cada mês e meio, desde abril do ano passado, acontecesse um Clássico dos Milhões e o Flamengo não vencesse nenhum. Para se ter uma ideia, antes da série atual, ficamos 11 jogos sem perder para eles. 11 jogos em 3 anos (entre abril de 2012 e abril de 2015).

Tamanha frequência de clássicos é incomum. Mais incomum ainda é não ganharmos um sequer. Isso, jamais, pode ser normal.

Não podemos perder tanto, colecionar 3 eliminações seguidas para o maior rival e achar que está tudo bem só porque temos Mundial, mais títulos, mais torcida e nenhum rebaixamento. Hoje, assim como ontem e em outras 7 vezes em pouco mais de um ano, a festa é deles. E tem de ser.

O Flamengo é formado por 4 grandes fatores: comissão técnica, jogadores, diretoria e torcida. A comunhão deles que nos leva à glória ou à lama. Se dirigentes, treinador e atletas acham que não faz mal apanhar tanto do rival, cabe ao torcedor mostrar que faz.

Serão 3 semanas sem jogos, sem viagens. Tempo suficiente para erguer a cabeça. Por enquanto, é hora de abaixá-la e se sentir como César Martins, ao se deparar com Riascos: humilhado.

Fonte: Nosso Flamengo

Ver comentários

  • O gol não foi irregular, o paulo vitor não foi pq é um merda

  • Paulo vitor com essas saidas loucas dele, e o merda do cesar martins sendo humilhado pelo Fiaskos, e de lascar...

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