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“O tudo e o nada, o presente e o futuro rubro-negro”

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Finalmente, já no apagar das luzes de abril, conheceremos os números oficiais dos grandes clubes brasileiros em 2015. Como já comentei há não muito tempo, o Flamengo deverá apresentar o melhor balanço dessa safra. Aliás, já apresentou:  Flamengo fecha balanço excepcional em ano difícil. Em poucos anos consolidou-se uma tradição: o clube com melhor desempenho contábil é o primeiro a mostrar ao público seu balanço. Os demais ficam na moita e só mostram seus números no último dia do período legal, que veremos, acredito, entre hoje e amanhã.

Nesse último domingo o time rubro-negro entrou em campo, para o jogo contra o Vasco da Gama, em Manaus, com a marca do Pacto pelo Esporte nas costas, sacramentando sua decisão em se tornar o primeiro clube de futebol a participar da iniciativa criada pela organização Atletas pelo Brasil, da qual participam algumas das maiores e mais importantes empresas do Brasil. É uma decisão importante e importante passo à frente na busca de melhor governança e maior transparência.

A esse respeito, destaco declaração de Alexandre Rangel, sócio da consultoria EY (Ernest & Young), para o site da Atletas Pelo Brasil, a respeito dessa adesão (a EY, além de atuar profissionalmente no clube, é também patrocinadora dos esportes olímpicos do Flamengo):

“Através da adequação final ao Pacto pelo Esporte, o Flamengo se credencia a fazer parte de um conjunto muito limitado de entidades esportivas que podem receber patrocínios e investimentos de grandes empresas nacionais e multinacionais que prezam pelo cumprimento dos mais elevados padrões de governança corporativa. Para nós da EY… é motivo de satisfação e tranquilidade saber que os nossos investimentos e, no fim, a nossa marca, está sendo tratada com seriedade e profissionalismo conforme indicado pelos preceitos do ‘Pacto pelo Esporte.”

Outro passo importantíssimo foi dado alguns dias antes: o clube divulgou seu Código de Ética, mais um componente de um conjunto de normas e códigos que visam estruturar solidamente os princípios e, principalmente, a prática de boa governança no clube, independentemente da gestão, do presidente eleito, da formação do Conselho Deliberativo.

A elaboração desse código tomou bom tempo e vários exemplos foram considerados, como os códigos de ética da Premier League e da americana NFL – National Football League. Dos ingleses, segundo Rangel, que também participou desse trabalho, assim como de toda a estruturação que o Flamengo vem realizando, destacou-se o fair play do jogo, ao passo que dos americanos o maior destaque foi para a conduta pessoal de todos que, de uma forma ou de outra, se envolvem com o clube.

Dois clubes europeus, Barcelona e Benfica, apresentam excelentes medidas anticorrupção em seus códigos de ética, que foram também analisadas e debatidas, vindo a ser aproveitadas no código rubro-negro.

Alexandre Rangel também destacou os códigos de ética do Grêmio, em vigor há muitos anos, e códigos disciplinares de vários clubes, como o do Botafogo. Esses códigos, porém, de maneira geral têm um alcance mais restrito que o código de ética. Para Alexandre, os códigos disciplinares já são um passo à frente, importante, mesmo sem ter em alguns casos a mesma amplitude de um código de ética pleno,como o tratamento de conflitos de interesses e aregulação dos mecanismos anticorrupção, dentre outros.

Todos esses documentos, estão disponíveis no site do Flamengo, onde podem ser acessados por qualquer pessoa interessada, como deve ser.

Essa não é a primeira vez que este OCE comenta os nítidos e reais avanços da atual gestão do Flamengo, conduzida por Eduardo Bandeira de Mello. Algumas vezes em tom crítico, mas no geral de forma muito positiva.

Essas boas notícias, como o balanço, e a implantação do Código de Ética, e mais a visão positiva sobre o processo de transformação que vive o Flamengo expostas e comentadas neste OCE, não poucas vezes trazem comentários muito irritados de leitores que são torcedores rubro-negros, todos eles, praticamente, com uma só reclamação e um tom geral:

“Tá tudo muito bonito, mas e o futebol? E os títulos? E um time de ponta?”

 “E o futuro?”

Minha resposta, quando possível, não foge à realidade: é preciso ter paciência, é preciso dar crédito à direção. O que se faz hoje, com extrema correção, dará frutos no futuro e, mais importante, de forma sustentável e regular.

A eliminação na Primeira Liga, logo seguida pela derrota para o Vasco e a consequente eliminação da disputa pelo Carioca, acirraram algumas críticas, aumentaram o inconformismo de boa parcela dos torcedores.

É natural, é compreensível. Ao torcedor pouco ou nada interessam números e códigos, tudo que ele quer ver é bom futebol, gols, vitórias, títulos…

Invariavelmente, acabam surgindo comparações com o passado. Claro que com os momentos vitoriosos do passado, não poucas vezes (para não dizer todas) conquistados às custas da sobrevivência futura do clube. Os maus, os péssimos momentos são esquecidos, ficam jogados no “arquivo morto” das lembranças. E suas causas, então, sequer são pensadas ou imaginadas.

O Flamengo tem um potencial fabuloso que nunca foi, a rigor, aproveitado em prol do futebol. Sua fase mais gloriosa, inclusive, baseou-se em jogadores formados na Gávea.

“Craque o Flamengo faz em casa.”

Grande verdade, mas também, muitas vezes, uma grande ilusão. Nem sempre é possível ter uma safra ou geração de grandes talentos jogando juntos. Na verdade, é uma combinação muito rara.

A montagem de grandes times, hoje mais do que nunca, acaba se dando por meio de contratações escolhidas a dedo, somadas ao aproveitamento de jogadores formados nos próprios clubes. No Brasil, porém, os grandes jogadores jovens vão para outros países o mais rapidamente possível.

Porque os cofres dos clubes assim exigem. Não mais adianta uma divisão de base formar uma geração fantástica, pois ela não conseguirá jogar junta no clube que a revelou.

As permanentes e já crônicas crises econômico-financeiras exigem que os talentos sejam negociados.

É preciso dinheiro para cobrir os rombos, em sua maioria ou mesmo em sua totalidade provocados por gestões desastrosas e irresponsáveis. Obras de dirigentes preocupados com o presente, desesperados por títulos, títulos, títulos e, em nome deles, comprometendo seriamente o futuro dos clubes.

Em nome dos títulos? Ou em seus próprios nomes, querendo fazer “história”? Deixando, assim, que o ego se sobreponha à razão?

Em 31 de dezembro de 2008 o torcedor são-paulino comemorou um maravilhoso Reveillon… Mal sabia ele que seria o último festejo feliz em muitos anos. Aquela que era tida e havida como a melhor gestão de clube do Brasil… Degringolou. Afundou o clube. Quebrou o ciclo vitorioso do time.

Tivesse o São Paulo à época um conjunto de normas e ferramentas de governança como o Flamengo já tem hoje e está ainda em fase de formulação e consolidação, e a debacle vivida pelo time – e pelo clube – não aconteceria.

Citei esse exemplo, bem conhecido e na memória dos torcedores por ser recente, para que o torcedor rubro-negro – e todos os outros – perceba que boa governança é fundamental para bom futebol, para vitórias, para títulos.

Olhando para o futebol brasileiro dos últimos vinte e cinco ou trinta anos, digo com tranquilidade que é muito melhor uma “seca” de títulos hoje enquanto o clube se estrutura e se fortalece, do que alguns títulos conquistados às custas de loucuras que, na realidade dos novos tempos no Brasil e no mundo, inviabilizariam de vez o clube em futuro muito próximo.

Porque o “tudo” de hoje será o “nada” de amanhã.

Inexoravelmente. É o preço e a realidade dos novos tempos.

Fonte: Blog Olhar Crônico Esportivo

Ver comentários

  • Essa parada do SPFC é verdade. Depois do vice campeonato da Libertadores em 94, passou 10 anos sem ganhar nem par ou impar. Até que o plano de reestruturação administrativa desse certo e tivesse uma década de 2000 extremamente vitoriosa.

  • A galera não entende oque é arrumar a casa , não sabe oque estabilizar o clube , este ano já tá aí ótimas contratações , muryci , mancuelo , arão , cuelar , Rodinei , guerreiro era desejo de todos não podemos criticar a diretoria as contratações foram feitas pontuais e boas , agora se os cara não vinga a culpa é da diretoria , perai não tô entendendo .

    • Sem contar também que trouce jogadores como o goleiro relevação do campeonato.
      Se a Zaga tá ruim, e pela má faase dos jogadores, pq lembro muito bem que quando wallace chegou no flamengo, a zaga era formada por ele ( pelo samir e chicão).
      Não defendo ele, más a diretoria tem acertado nas contratações. se o flamengo conseguir vaga para libertadores em 2017 e 2018 já ficaria feliz, aparti de 2019 cobrarei pelo menos um titulo por ano.

    • As contratações não foram ruim.

      Mas nenhum técnico faz esse time jogar.

      Muricy vai insistir no 433, esse ano pelo jeito será mais um ano de frustrações.

  • Sinceramente quem escreveu o texto tá muito longe de saber o que os rubro-negros querem. É bem simplista dizer que estamos exigindo títulos, estamos querendo que o flamengo jogue melhor que confiança , volta redonda, atlético-pr, Vasco, Botafogo esses perebas que o flamengo enfrentou esse ano. Queremos que o flamengo esqueça o futebol dia 7x1, que é o futebol do Muricy, Dunga, felipão ,Luxemburgo etc. Queremos evolucão, um futebol atual,b jogado, e não venham me dizer que o time do flamengo é tão ruim que não consegue, por que o Audax consegue, basta ter alguém que saiba montar uma estratégia, esse técnicos que citei jamais farão. Pedir paciência, até quando? O que estamos vendo é um time com uma folha de quase ou 7 milhões jogar menos do muitos com folha de 130, 150 mil, isso é objeto de estudo, tem que investigar, tantas contratações pífias, péssimo aproveitamento de jogadores da base. Pra olharmos pro futuro temos que desapegar desse passado de comparações, não estão querendo contratações bombástica , estamos querendo que esse time jogue bem, porque sabemos que pode, é só colocar alguém que saiba incutir neles a ideia de jogar um futebol atual, Aliás criar novo conceito de futebol. Penso que o flamengo no papel não é inferiro aos grandes times brasileiros, só é inferiro taticamente. Já falei é vou repetir e não precisa ser profeta pra ver.o óbvio. O Bandeira tem que reformular, antes qualquer coisa o Dep. De futebol e contratar alguém que queira reformula a maneira do flamengo jogar, inserir o flamengo nesse novk conceito de futebol profissional. A reformulação se faz necessária porque essas pessoas que estão aí, incluindo Muricy e Caetano, não mudam, e é preciso admitir que estão errados ou não sabem fazer, mas a teimosia e a falta de humildade não os deixam admitir isso, esses caras vão jogar merda no trabalho impecável que os azuis fizeram na recuperação financeira do clube, se eles ficarem a segunda divisão é logo ali. Escrevi isso hoje em outra coluna, parem de pedir paciência, de falar em números. O que ela não sabem é que o Muricy não vai dar conta daquilo pra que ele foi contratado. Ninguém o critica, ninguém exige nada dele, ele virou o manda chuva do flamengo.

    • Espero que quem escreveu saiba que eu particularmente tenho certeza que esse time joga se não como o Barcelona, real Madrid, ao menos com corintians, atlético, Grêmio. Com esse elenco tem obrigação de jogar o que falta é treinador, porque esse já aposentou as idéias, a energia de fazer algo novo, com tantos anos de beira de campo, o cara pensa que sabe de tudo que nada mais vai acrescentar pra ele. Quem escreveu o texto subestima o senso crítico do torcedor, a visão de futebol do torcedor. O que mantém todos esses ótomos números no clube, são ações dos azuis e a torcida que deu as mãos e acreditou, ela é o maior patrimônio do clube. Encontre alguma que faça esse time jogar, poque sei que pode e a torcida agradece, e não me falem que a torcida tá querendo Neymar , Messi, sabemos das nossas fragilidades, porém sabemis que podemos jogar muito mais, contratem Fernando diniz é verão.

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