O futebol sobrevive porque há uma fonte inesgotável de paixão a sua volta. Quando o torcedor se envolve, vibra, espera e vive um jogo, o futebol está vivo. Quando o jogo acontece e ninguém se importa, o futebol não faz o menor sentido.
Nesta quarta-feira Flamengo e Vasco fizeram o Rio de Janeiro viver futebol. Se o momento dos clubes não é lá essas coisas, nem mesmo o jogo seria na cidade, o pós jogo foi apaixonante.
Um jogo grande, pegado, com rivalidade. Um jogo que por si só faz sentido. É isso que nós queremos, precisamos, e não aceitamos reconhecer por uma mentalidade quase socialista no esporte.
Queremos Flamengo x Cruzeiro. Queremos Palmeiras x Gremio. Qualquer jogo que não cause nada ao torcedor é o fim do futebol e não a salvação dos pequenos, como alguns pedem pela manutenção dos toscos estaduais.
A diversão do estadual é ganhar do rival no clássico e mais nada. O campeonato em si já não faz tanto sentido. Mas numa quinta-feira como ontem cabe a reflexão.
Quando fazemos nossos clubes passarem 5 meses do ano focando em jogos medíocres para “salvar” a tradição dos nanicos, estamos salvando o futebol ou o destruindo?
Pra mim, a indiferença a uma partida do seu clube é muito mais grave do que o óbvio enfraquecimento dos times pequenos.
Fonte: Goal
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