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Amigo de Muricy, Milton Cruz minimiza arritmia: “Ele é firme e corajoso”

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Parceiro do técnico desde os tempos do São Paulo, Milton vê rubro-negro menos “acelerado” atualmente e aposta num retorno rápido às atividades no Ninho do Urubu

Diagnosticado com fibrilação atrial, uma arritmia cardíaca, Muricy Ramalho foi o susto rubro-negro desta terça-feira, véspera do confronto com o Fortaleza, pela Copa do Brasil – inclusive não dirigirá o time contra os cearenses nesta quarta, em Volta Redonda. A partir do momento em que a notícia se espalhou, o telefone do treinador não parou de tocar. A amigos, disse: “Vou me recuperar e logo volto”. Um destes que o procuraram foi Milton Cruz, com quem trabalhou por muitos anos no São Paulo. “Irmão pra caramba” do comandante do Flamengo desde 1975, Milton aposta num rápido retorno, principalmente por ter encarado a mesma situação em 2014, quando era auxiliar de Muricy no Tricolor Paulista.

– Da outra vez que ele teve esse problema, o acompanhei até  hospital e fiquei com ele lá. Os médicos sempre o tranquilizaram, dizendo que é situação muito comum para quem foi jogador de futebol. Geralmente temos arritmia, inclusive eu quem indiquei o médico quando aconteceu o problema. O doutor Bernardino é um cara que acompanha a gente e é muito competente. Falei com a esposa dele, e ele está legal e mais tranquilo. Ele é firme, é corajoso. É um grande amigo meu, jogou comigo, era meu parceiro de quarto no São Paulo. Tenho um carinho muito grande por ele. É uma pessoa do bem, com um coração muito grande para ajudar pessoas. Estamos na torcida para que ele se recupere mais rápido e possa voltar a trabalhar junto com o Flamengo. Na quinta-feira nos falamos, e ele estava muito contente. Estava meio chateado pelos resultados, mas muito feliz com o tratamento da diretoria e do pessoal que trabalha com ele – disse Milton Cruz, que tornou-se treinador nas categorias de base do São Paulo em 1992, levado por Muricy Ramalho e aprovado por Telê Santana.

Em setembro de 2014, quando teve arritmia pela primeira vez, Muricy precisou se ausentar das atividades por 11 dias. Milton e Tata, auxiliar rubro-negro atualmente, assumiram o time. O retorno, segundo Cruz, foi tranquilo, algo que ele acredita que se repetirá. Mas, antes do retorno, tratou de brincar com o amigo.

– Em 2014, eu e Tata ficamos tomando conta, e ele voltou tranquilo. Agora eu disse para ele: “Não quero perder meu amigo não, c… (risos)”. Somos irmãos pra caramba! A gente tem casa no Guarujá, se encontra, toma uns negócios, fala pra caramba e dá risada pra caramba. A cervejinha é direto. O Muricy não é essa pessoa que vocês veem aí no campo, não. É alegre, divertido, gozador. Falo para ele: “Tira esse personagem aí, eu te conheço (risos)”.

Confira rápido bate-papo com Milton Cruz:

Vocês são amigos desde quando?

Sou amigo do Muricy desde 1975, jogamos juntos na base do São Paulo. Ele tem 60, eu tenho 58 e vou para 59. Ele subiu na frente, foi muito precoce. Com 17 anos já era fera, e eu subi com 19. Mas depois fomos para o México juntos, eu joguei num time, e ele, no outro. Quando voltei para o Brasil, eu o encontrei, e ele me perguntou o que eu estava fazendo. Eu, com uns 37 anos, estava parado. Aí ele me chamou para ser treinador da base do São Paulo, e o Telê deu o aval. Comecei trabalhar no São Paulo, fiquei até um mês atrás, quando mudou a diretoria e me tiraram. Foram 22 anos direto por lá e mais seis como jogador.

Você disse que ele é firme, corajoso e que confia na volta dele. Como amigo de longa data, não pensa que seria melhor ser preservado e dar uma nova pausa?

Depende dele. A gente não sabe a gravidade, mas acho que não foi nada de grave, foi arritmia. Como o médico falou, “vocês (ex-jogadores) estão sujeitos a ter arritmia”. Só que o Muricy é mais acelerado no campo, essas coisas. Tenho visto os jogos do Flamengo, e agora ele melhorou bastante, está mais calmo, né? Só que tem estresse, e ele é um cara que atrai para si a derrota, sofre quando as coisas não estão indo bem. Deve continuar sim, não tem problema. Mas vai depender do medico. Está em contato direto com o doutor Bernardino. Vai depender do que o doutor falar, mas é um médico muito bom, capacitado. Abílio Diniz que nos indicou. Aqui no São Paulo acompanhei de perto a mesma situação e acho que deve continuar sim.

Fonte: GE

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