São inegáveis e perceptíveis os incansáveis esforços que o estimado dirigente tem feito para que o Clube de Regatas do Flamengo consiga sanar seus problemas financeiros que vem de outras épocas e há anos assola os cofres do clube. Nestes quase quatro anos de gestão, um Centro de Treinamento foi, enfim, colocado de pé. A antes impagável dívida do Rubro Negro, que passava de mais de R$ 750 milhões, reduz a cada ano com a austeridade nas finanças e ajustes que só um gestor saberia fazer. Atualmente caiu de R$ 697,9 milhões para R$ 579,3 milhões no último ano. Não há, na história da entidade, uma direção com tamanho desempenho.
Mas falemos de outro assunto. Ele diz respeito às mudanças que sofreu o futebol nos últimos anos. Vivemos um momento de enorme transição e alteração em quase tudo o que o Brasil praticou. O futebol pentacampeão está obsoleto. Hoje não temos mais um time dividido entre zaga, meio campo e ataque, mas um todo. Como em um corpo, quando uma parte fica enferma, o resto sofre. Assim como na medicina, para tratar é preciso anos de preparação, estudos e muita prática para se estar apto para o “tratamento”. O senhor, um dos gestores brasileiros com maior capacidade de compreensão e visão para o futuro que temos atualmente, percebeu que o médico nesse caso é o técnico.
Em sua gestão, infelizmente, os “médicos” para tratar o enfermo Flamengo tem utilizado de ciência antiga contra mazelas modernas. A maioria deles com um currículo dos mais fartos e invejáveis, com títulos que poucos ou mais ninguém conseguirá atingir. Imunes aos remédios ultrapassados, doente ainda está o corpo, esperando doutor com o medicamento mais recente. Ele não surge da noite pro dia ou em 10 dias. A torcida teme pela sua piora, chegando à UTI ou ao IML.
Caro presidente, por isso peço, encarecidamente, não opte por apenas profissionais que tenham renome e sirvam de resposta para uma Nação exigente. Continue seu trabalho exemplar, mas insira o Flamengo em uma filosofia de jogo com pessoas com vivência nele. E essa filosofia independe de nomes de pesos, mas sim alguém que saiba implantá-lo, como Sérgio Vieira ou Jorge Sampaoli. A melhor resposta que o excelentíssimo pode dar à sua torcida é um treinador que esteja atualizado com os rumos que tomou o esporte. Não lhe peço a demissão do Muricy Ramalho, mas sim, a não repetição de erros recorrentes desde 2013. Novas cabeças, novas ideias, mas que tenham conhecimento e práticas delas.
Cordialmente, Bruno Guedes
Fonte: Goal
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Estas cartas não servem para nada nosso elenco e forte isto que se passa com o futebol é apenas olho gordo de pseudos flamenguista que torcem contra a partir do momento em que apoiarem o time como se deve fazer o torcedor o time embala , todos os dias só vejo críticas .