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Crise do Flamengo se amplia com urubus da política

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O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, deve definir com a CBF entre segunda e terça-feira o dia de sua viagem para chefiar a delegação da seleção brasileira na Copa América.

O verbo correto é este: deve.

A reunião pode até decidir pelo cancelamento da chefia da delegação. Mas, na manhã de segunda-feira, a expectativa do dirigente ainda era escolher a data. A afirmação é que desde o acordo para chefiar a delegação sabia-se que não seguiria no mesmo avião da seleção, no domingo.

A lógica ainda é que Bandeira esteja nos Estados Unidos no primeiro amistoso, contra o Panamá, no domingo.

Antes, precisa apagar incêncios na Gávea. Na noite de domingo, Eduardo Bandeira de Mello declarou que pretende anunciar nesta semana mudanças no departamento de futebol. Não citou quais.

Bandeira diz que não pensa em trocar o diretor executivo Rodrigo Caetano. Mas a central de boatos da Gávea anuncia que isto pode acontecer. Gente no Cruzeiro admite que o diretor-executivo cruzeirense, Thiago Scuro, foi sondado. Bandeira desmente. É seguro Scuro não deixará o Cruzeiro.

Até mesmo porque o jogo político do Flamengo não quer diretor profissional.

“Em outros clubes, a política tem o grupo da situação e da oposição. No Flamengo, há diversas correntes, o grupo da sauna, o grupo do tênis, o grupo da piscina… Todos aparecem na hora da crise esportiva.” A frase repetida por diferentes pessoas indica como o jogo político cresce nas derrotas.

Os urubus da política não querem diretor executivo. É melhor ter diretores amadores, como sempre aconteceu no Flamengo nas épocas em que as dívidas apenas cresciam. Lembre-se de que a crise econômica do país fez muita gente perder dinheiro nos últimos anos em seus negócios pessoais.

Ai, se estes caras tivessem uma boquinha no futebol…

Com dirigentes profissionais é mais difícil meter a cumbuca.

Veja então o que aconteceu nos últimos meses em clubes como Internacional, Grêmio e Vasco. Diretores executivos demitidos não tiveram substitutos.

Rodrigo Caetano não é culpado pela crise do Flamengo. Os problemas rubro-negros repetem-se ano após ano. Técnicos, jogadores e dirigentes que se deram bem em outros lugares não conseguem trabalhar bem na Gávea. Paolo Guerrero, Oswaldo de Oliveira, Felipe Ximenes…

O caso mais recente é Muricy Ramalho que fará sua última bateria de exames nesta terça-feira em São Paulo. Só depois dos resultados dos exames, Muricy e Flamengo decidirão quando e se voltarão a trabalhar juntos. Como é impossível apontar a metralhadora para o treinador com problemas de saúde, a mira se vira para o diretor executivo. Fazer o Flamengo voltar a ser o clube mais forte do Brasil requer medidas muito mais profundas.

Fonte: Falando de Flamengo

Ver comentários

  • Esse texto esclarece bem o que é o Flamengo internamente, por que sinceramente não dá para aceitar que somente o Caetano tenha culpa, quando pensávamos que nosso clube iria melhorar, os resultados dentro do campo acabam nos mostrando o quanto ainda temos que avançar como clube.

    “Em outros clubes, a política tem o grupo da situação e da oposição. No
    Flamengo, há diversas correntes, o grupo da sauna, o grupo do tênis, o
    grupo da piscina… Todos aparecem na hora da crise esportiva.” A frase
    repetida por diferentes pessoas indica como o jogo político cresce nas
    derrotas.

    Os urubus da política não querem diretor executivo. É melhor ter diretores amadores, como sempre aconteceu no Flamengo nas épocas em que as dívidas apenas cresciam. Lembre-se de que a crise econômica do país fez muita gente perder dinheiro nos últimos anos em seus negócios pessoais.

    Ai, se estes caras tivessem uma boquinha no futebol…"

    SRN #issoaquiéFlamengo

  • EBM cuidado os abutres do passado estão querendo alguém deles p gerenciar o futebol e dando certo vão laçá-lo na próxima eleição como o homem q salvou o futebol. Por favor blues não caiam nesta armadilha dos FDP dos ex-presidentes.

  • Texto esclarecedor pra quem pensa que o Caetano, que nem tem total autonomia como diretor executivo, é o responsável pela crise do futebol ou que colocar outro no seu lugar, nas mesmas condições, vai mudar algo. A transformação no Flamengo tem que ser mais profunda, precisa mexer na organização, não apenas trocar nomes.

    Se considerarmos que além disso há a necessidade de buscar outros profissionais para funções importantes no departamento de futebol, os que vejo fazerem um trabalho abaixo do poderiam são o Godinho e o Muricy. Contar com um VP que entenda da área e seja mais presente que o Godinho e um técnico com conceitos modernos poderiam dar uma nova cara ao time, mas se não houver nenhuma blindagem da pressão e influência das várias correntes políticas no clube, não vai adiantar muito.

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