Rio de Janeiro, 22 de abril de 2013. FAQUINI Foto: Fernando Bueno
Em meio à calamidade pública nas finanças do Rio de Janeiro, o governador interino Francisco Dornelles pode dormir sabendo que o caríssimo estádio que o seu antecessor Sérgio Cabral entregou (de bandeja) à Odebrecht conseguiu diminuir os prejuízos no último ano antes de ser fechado novamente. Pela análise do balanço de 2015 publicado pelo Maracanã S.A, as finanças do estádio registraram prejuízo 38% menor do que em 2014. A principal mudança foi nos custos, onde a operação enxugou R$ 27 milhões.
Mas o negócio continua caro e trabalhando no vermelho. Ano passado, o prejuízo foi de R$ 47,9 milhões, contra os R$ 77,2 milhões registrados em 2014. Os gastos com segurança foram os que mais caíram. De R$ 17,6 milhões, para R$ 9,9 milhões. Outros serviços como “Bilhetagem” e os gastos com orientadores também reduziram. Este último de R$ 5,9 milhões, para R$ 1,7 milhões.
Em 2014, a ESPN mostrou que o Maracanã pós concessão trabalhava com empresas de pessoas ligadas ao então governador, Sérgio Cabral, como é o caso da segurança. E de familiares de parlamentares, no caso do serviço de orientadores. Justamente dois gastos que reduziram drasticamente, embora tenham continuado com o contrato em vigor.
Quatro vezes mais patrocínio
As receitas também contribuíram para a melhora no desempenho. Só em patrocínio, foram R$ 11,5 milhões ou cerca de 4 vezes mais que em 2014 (R$ 2,8 milhões). A operação também arrecadou mais com eventos, R$ 9,8 milhões, e teve melhor desempenho, também, com visitas guiadas, faturando R$ 7,6 milhões com os tours.
No entanto, o ajustamento das operações não deve surtir o mesmo efeito neste ano. Contratos de patrocínio recém fechados tiveram de ser suspensos, desde que a concessionária decidiu antecipar a cessão do estádio para o comitê organizador da Olimpíada, o Rio 2016. Oficialmente, a utilização começou no dia 1 de março, mas muito antes disso o Maracanã já diminuía a operação.
A Odebrecht e o Governo do Rio tentam chegar num acordo quanto ao “reequilíbrio do contrato”. A empreiteira quer diminuir as contrapartidas financeiras que devem ser pagas ao Estado, uma vez que o edital de licitação foi completamente alterado após as manifestações de 2013. Na ocasião, foram retirados do processo a licitação do parque aquático Júlio Delamare, o complexo de atletismo Célio de Barros, a escola municipal Arthur Friedenreich e o Museu do Índio, locais onde a empresa pretendia construir estacionamentos e shoppings centers.
Em nota, a empresa respondeu que: “A concessionária Maracanã readequou sua operação de acordo com a realidade dos campeonatos que recebeu, além de ter revisto alguns procedimentos adotados nos primeiros anos da concessão”.
Já o governador. Se ele não pretende aumentar o caos financeiro do estado, é bom lembrar que só faltam pouco mais de 4 meses para que a empreiteira _ que embora tenha conseguido melhorar a operação não pretende ficar com o estádio _ o receba de volta. É bom lembrar que a calamidade da Odebrecht é quase tão grande quanto a do Rio.
Fonte: Gabriela Moreira | ESPN
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Ver comentários
Um escândalo esse caso Sérgio Cabral - Odebrecht - Maracanã.
Não tenho o menor medo de dizer que Sérgio Cabral é um bandido, o pior que já passou no cargo de governador, e que faz parte de uma quadrilha chamada PMDB, que tomou de assalto a cidade e o Estado. Aliás, acaba de tomar o país também.
Infelizmente Almir você está coberto de razão...
O Filho da Puta vascaído do Sérgio Cabral, conseguiu foder não só o Flamengo, mas todo o Rio também...
Grande abraço e entristecidas saudações RNegras.
Ao assinar com maracanã, a empresa assina no" pacote" com empresas de caciques políticos, ex funcionários da Suderj/Ferj.Todos tem que ganhar mesmo fora,uma espécie de mesada p fulano,Sicrano,q nesse caso é o ex governador. Até Kléber Leite ganha.Ou seja é como licitações de prefeitura, q a tal empresa escolhida,é da família de alguém dali,q vai dar uma "força $$$", a quem escolheu.Além dessa roubalheira, está falido???