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‘A interminável sabotagem do Brasileirão pela CBF’

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O principal produto do futebol brasileiro é o Campeonato Brasileiro. Todo mundo que acompanha futebol há de concordar com isso, certo? Errado. A julgar pelo descaso com que trata o nosso Brasileirão, para a CBF tanto faz como tanto fez se o público vai gostar, se os clubes vão ter lucro, se o calendário vai permitir que a competitividade e qualidade das equipes sejam mantidas.

O Brasileirão, definitivamente, está longe de ser prioridade para a turma do Del Nero.

A última dessa gente acontece hoje à noite: como explicar que clássicos como Santos e Corinthians ou Sport e Santa Cruz – uma atração a parte, já que desde 2001 os dois grandes de Pernambuco não se cruzam na série A – sejam marcados para uma quarta-feira? É óbvio que em uma rodada de fim de semana, o potencial de público e a promoção das partidas pela mídia seriam muito mais poderosos.

Mas, não se iludam, é só mais um capítulo das maldades. Já, já, vem mais coisa por aí. Afinal, a sabotagem não começou hoje.

Enquanto na Argentina, no Chile, no Uruguai e no México, nossos principais rivais, os campeonatos nacionais estão parados para a realização da Copa América Centenário – são países que seguem o calendário internacional do futebol, é bom lembrar – aqui o Brasileirão segue a pleno vapor, como se nada estivesse acontecendo de diferente.

Mais do que isso, nem a Olimpíada sendo no Brasil foi motivo para que a CBF se dispusesse a suspender a disputa. Um atentado, inclusive, contra os patrocinadores – que verão suas marcas tendo de dividir espaço com a massiva cobertura da Rio 2016, certamente renegadas a um segundo plano.

O resultado todos sabemos: mais da metade dos clubes que disputam a Série A vem sofrendo com os desfalques provocados pelas convocações, seja para a Seleção Brasileira principal, para outras seleções latinas que estarão na Copa América ou para o time que vai disputar a medalha de ouro olímpica. Não há planejamento que resista a um ataque como esse.

Nem planejamento, nem o interesse dos patrocinadores ou do torcedor.

Ou os clubes entendem, isso, se unem e formam uma liga, assumindo seus próprios destinos, ou o que vai restar, como agora, é o choro do leite derramado.

Fonte: Lance

Ver comentários

  • Estes caras da CBF aprenderam com o Rubinho da FERJ e seu mandachuva Eurico.

  • E mesmo com tudo isso os jogos da seleção continuam enchendo estádios, e as audiências são sempre altas; como disse Simone de Beauvoir:

    "O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos."

    SRN #MinhaseleçãoéoFlamengo

    • Ótima observação e oportuna citação, considerando que já passou da hora dos times tomarem o poder do futebol brasileiro.

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