Brasília, Flamengo e São Paulo. Começa a transmissão e… O Mengo entra em campo com o terceiro uniforme. Na hora, liguei todos os sinais de alerta possíveis dentro de mim. Era muita coisa que traz azar junta. Não bastasse jogar no Mané Garrincha, usou a terceira camisa. E vice-versa. Combinação de causar arrepios.
Sou daqueles torcedores pra lá de supersticiosos. Tenho camisa certa pra cada jogo específico, ritual nas bolas paradas, em pênaltis e o escambau. Quando a partida é importante, estabeleço uma meta para dar chance ao êxito. Não é que, ao cumpri-la, garanto a vitória. Mas, se não realizar a tarefa estabelecida, certamente o Flamengo perderá. E a culpa da derrota será total e exclusivamente minha.
Isto posto, voltemos ao domingo. Time amassando, sofre um gol. Empata. Segue jogando melhor, leva outro gol. Tudo igual novamente. Fica com 1 a mais e massacra; não consegue virar. Jogo nos acréscimos, pênalti para o Flamengo!
Alan Patrick, nosso melhor jogador desde o 2º semestre do ano passado, vai para a bola. E a bola vai para bem longe do gol. Não consigo culpá-lo. Não consigo culpar ninguém ou nada que não o Estádio Nacional de Brasília “Mané Garrincha”.
Desde sua reinauguração, o Flamengo jogou lá 15 vezes. Venceu apenas 3.
Ganhamos do Vasco, que acabaria aquele Brasileiro de 2013 rebaixado. Fizemos 3×0 no Galo, que ainda se curava da ressaca do título da Libertadores. Batemos o Fluminense na primeira fase do último Estadual.
Foi lá que perdemos para o Coritiba e vimos acabar a série de 6 vitórias consecutivas, no ano passado. Mesmo Coritiba que, em 2013, saiu perdendo por 2×0 e buscou o empate, em jogo que Marcelo Moreno ainda desperdiçou um pênalti. Onde? No Mané Garrincha.
Também lá perdemos para o Grêmio, em agosto de 2013. 1×0, gol de falta do Pará!!
Naquele mesmo mês, o estádio foi palco de uma das coisas mais inacreditáveis que o futebol já proporcionou. 10 anos e 4 dias depois, Lauro marcou pela segunda vez, nos acréscimos, contra o Flamengo. E a vitória sobre a Portuguesa escapou na cabeça do goleiro.
Completam a lista: 0x0 contra o Santos (despedida de Neymar, 2013); 0x0 com o São Paulo (Felipe pegou pênati no fim, 2013); 1×1 com o Vasco (2013); 0x0 com o Goiás (2014); 1×1 com a Ponte Preta (2015); 1×1 com o Vasco (2016); a recente derrota para o Palmeiras e o empate com o São Paulo no último final de semana.
Brasília é Flamengo. Depois do Rio de Janeiro, talvez seja o “estado” mais rubro-negro do Brasil. Recebe e abraça flamenguistas de todas as regiões. Quase metade do Distrito Federal é nossa, mas o Mané Garrincha teima em não ser. Pelo menos o “novo” Mané Garrincha.
Sou zero racional ao achar que a culpa é do estádio, mas o fato é que quase nunca vencemos lá. E contra fatos, há argumentos?
Os torcedores de Brasília merecem ver o Flamengo jogar. Não merecem é ser tão maltratados pelo time. Já temos um compromisso agendado contra o Atlético-MG na capital. Que Eduardo Bandeira de Mello não marque outros, ao menos por enquanto.
Talvez seja a hora de esfriar a relação com o Mané Garrincha, dar um tempo. Quem sabe assim eu passe a achar que “o problema não é você, sou eu”.
Fonte: Nosso Flamengo
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Lixo... Como se nunca tiveram uma serie negativa no maraca, o time jogou bem e quem perdeu o pênalti não foi o estádio e sim o jogador.