A adoção de São Judas Tadeu como o padroeiro do Flamengo teve a participação direta do Monsenhor Góes. Chamado ao clube para rezar uma missa, o pároco garantiu: o Rubro-negro só encerraria o jejum de nove anos sem grandes títulos se todos acendessem velas e rezassem para o santo. Dito e feito.
Os jogadores foram à igreja e o clube venceu o Carioca de 1953. A suposta intervenção divina gerou ciúmes no Fluminense, clube das Laranjeiras, bairro vizinho ao do santuário dedicado a São Judas, no Cosme Velho.
Os tricolores não gostaram da suposta interferência de São Judas, que ainda teria “dado” ao Flamengo os campeonatos de 1954 e 1955.
— Já ouvi que houve este ciúme por parte do Fluminense, e até que o Padre Góes celebrava as missas com a camisa do Flamengo por baixo da batina. A relação do clube com São Judas é anterior a esse título, mas ela cresceu com a construção da igreja — explica o padre Waldecir Gonzaga, padre da Igreja de São Judas.
O mar rubro-negro no local não se limita ao dia 28 de outubro, embora o padre creia que boa parte dos 20 mil fiéis esperados hoje estejam trajados de vermelho e preto.
— É Flamengo o ano todo. Gente com camisa, bermuda, chaveiro… — conta Waldecir: — Não tenho time, mas me afeiçoei ao Flamengo. Como não vou gostar de um grande amigo do meu amigo?
Fonte: Extra
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