Capelo acredita que a fatia poderia ser inferior, considerando que a parcela destinada aos intermediários, conforme os dados da CBF, corresponde a 1/4 do total.
– O empresário faz parte do mercado e não é minha intenção “demonizar” o empresário. O único ponto é que quando você fala que a cada R$ 1 gasto pelo clube em uma transferência, 0,26 centavos ficam na mão do empresário, você tem um percentual muito alto. Qual o ideal? Não dá pra dizer com precisão: 5%, 10% ou 15%. Mas 1/4 do dinheiro me parece muita coisa – disse.
Capelo não chegou a fazer comparação com números de outros países, mas destacou a grande participação de intermediários nos negócios no Brasil.
– É fato que a participação intermediária é comum principalmente em mercados menos desenvolvidos do futebol, onde tem menos regulação. Quando você vai para a Alemanha ou Inglaterra, a atuação desses empresários é mais regulada e as coisas são mais comedidas. Quando pega Brasil, Portugal, Espanha, Argentina, mercado sul-americano, a participação dos empresários é maior e eles levam um naco maior das receitas dos clubes – considerou.
Os dados da CBF também revelam dados de transferências internacionais. Em 2016, 694 atletas que estavam no exterior retornaram ao Brasil. O número é maior em relação a atletas que deixaram o Brasil para atuar fora: foram 760 transferências de clubes brasileiros para estrangeiros.