Rica Perrone: “Reencontro”

O Maracanã está para o Flamengo como qualquer estádio particular está para seu dono no mundo todo. A idéia de um estádio de todos é bastante contestável toda vez que o Flamengo entra em campo.

Diria que se os dois pudessem falar, implorariam aos dirigentes para jamais sequer sugerirem a idéia de um outro estádio. Complementares, parte de uma mesma história.

Hoje o camisa 10 fez de falta. Colocou com a mão, devagarinho, sem defesa. A massa rubro-negra explodia a sua volta e ele corria com o punho direito fechado.

Ah, quem não pensou no passado quando viu essa foto?

Passado brilhante, passado vivido neste palco, e hoje, especificamente, rodo passado no tal de San Lorenzo.

Foram só 45 minutos. Bastou. O Maracanã precisava deste jogo mais do que o Flamengo precisava dos 3 pontos. E os dois aconteceram sob a benção da torcida que já era confiante, agora é quase delirante.

Se hoje o bi era dúvida, agora é questão de data. O rubro-negro bipolar megalomaníaco que ontem discutia estádio próprio quer o Maracanã. E o time que domingo gerou dúvidas já gera euforia.

O único que nunca mudou de idéia nesta relação é o Maracanã. Este nunca sequer cogitou viver sem ti, Flamengo. Não abandone-o. Vocês são menos quando longe um do outro.

Fonte: Rica Perrone
Link: http://www.ricaperrone.com.br/o-reencontro/

Veja também

  • O Maraca tem que ser comprado pelo Flamengo, depois é só construir um estádio para vinte e cinco mil na Gávea, enquanto isso a Ilha vai dar conta do recado para os jogos pequenos.

  • EBM vai comprar o Maracanã, fazer um estádio na Gávea, outro na ilha, um particular para 40.000 pessoas, comprar São Januário, o estádio da W.Torre onde joga o porco, o Morumbi, a Vila, o Estádio em Brasília e o Engenhão, só não compra Itaquera porque tá superfaturado.

    • Tudo isso em maquetes.
      E vai abrir uma sala, estádios do Brasil com elas, pros próximos presidentes completarem.

  • Perrone é o mais Flamenguista dos São Paulinos.

  • Rica Perrone, um são Paulino que entende o Flamengo como poucos.

  • Queria muito um estádio. Mas sem abandonar o Maraca. Faz parte da história do Flamengo e de cada rubro negro carioca. Não tem dinheiro que pague um domingo de sol, pegar uma praia e a tarde partir para o Maraca. Sem palavras. SRN

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