Sofácanã

Maldito seja quem inventou a distância. Para mim, o caminho que me leva até ela sempre foi imensurável. Sempre na espreita, sofro há vinte anos com um amor que não se completa. Domingo de tarde sento no meu sofá, ligo a televisão e vejo suas cores; como ela é fascinante. Se ligo o rádio, ouço seu canto e sinto sua vibração. Eu bem poderia estar lá, junto dela, subtraindo qualquer espaço que há entre nós.  Para você, meu amigo, que sofre com o mesmo desalento, ame o seu sofá.

João Ricardo

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