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Filho de brasileira, zagueiro da Suíça torce pelo Fla e sonha com Copa de 2018

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Léo Lacroix é suíço. Nasceu na Suíça, é jogador da seleção de seu país, atua no Saint-Étienne, da França, mas é torcedor do Flamengo. Quando o assunto é futebol, o zagueiro não nega suas origens – é filho de mãe brasileira – e faz questão de mostrar a paixão pelo Rubro-Negro, como uma camisa que guarda desde criança e que hoje veste sua filha, Ísis, de apenas três meses. À distância, ele torce, acompanha as notícias e sofre pela TV com o time de coração. Tanto é que neste domingo, ele já avisou que vai aproveitar a folga do Campeonato Francês para assistir à final do Campeonato Carioca, contra o Fluminense.

– É o time de uma parte da minha família, do Rio. Minha mãe era flamenguista. Essa camisa tenho desde criança e até hoje eu guardei, já vesti inclusive na minha filha. Nunca pude assistir a um Fla-Flu ao vivo, acho que está faltando. Meu pai viu um jogo há muito tempo, quando ele foi para o Brasil, mas eu nunca tive oportunidade. Quando vou (para o Brasil), na época das férias, nunca é o tempo certo para ver um Fla-Flu. Eu tenho a Globo Internacional e, quando eu não jogo aos domingos, sempre assisto aos jogos. Flamengo é um grande clube, com uma torcida maravilhosa. Vamos ver como vai sair no Carioca, estarei aqui na França torcendo pelo título e para ficar pelo menos entre os quatro melhores na Libertadores – afirmou.

Desconhecido do público brasileiro, Lacroix começou a atuar profissionalmente em seu país-natal. Surgiu no Sion em 2010 e jogou pela equipe até junho de 2016, quando se transferiu para o Saint-Étienne, da França. Porém, o jogador lembra que teve uma rápida passagem pelas divisões de base do São Cristóvão, do Rio de Janeiro. A intenção, na época, era entender como funcionavam as dificuldades do futebol do Brasil e incorporar a vontade e a luta dos jogadores em sua personalidade.

– Eu acho que sou metade suíço e metade brasileiro na minha personalidade. Eu fiz uma experiência no São Cristóvão, em 2009, para conhecer os valores do jogador brasileiro, acordar cedo, o sacrifício em buscar um contrato, essa garra, esse valor que eles dão. E meu lado suíço fala de fazer as coisas muito certinhas, de horário, de não ficar de sacanagem. Gosto de uma bagunça de vez em quando, claro, mas tenho tempo para tudo. Gosto muito da organização dos suíços – explicou.

A ida para a França, rapidamente, deu resultado para o zagueiro. Nas últimas duas convocações, esteve presente na lista do técnico Vladimir Petkovic na seleção da Suíça. Na equipe, encontrou alguns ex-companheiros do Sion, como Gelson Fernandes, além de outros jogadores com quem jogou nas divisões de base do país, como Granit Xhaka, do Arsenal, e Ricardo Rodríguez, do Wolfsburg. Com isso, tem conseguido cada vez mais expressão na Europa.

A chance no time principal ainda não veio. Nas partidas em que foi chamado, ficou no banco de reservas, mas já é possível sonhar alto. Com 100% de aproveitamento, a Suíça é líder do Grupo B nas Eliminatórias da Europa para a Copa do Mundo e, atualmente, ocupa a 9ª posição do ranking da Fifa. Estar no Mundial de 2018 passou a ser uma meta para Léo Lacroix, que alerta para a disputa com Portugal pela classificação direta.

– O que estamos fazendo na Suíça é histórico, nunca aconteceu. Nas eliminatórias, já fizemos metade do trabalho, mas não vai ser fácil. O último jogo será contra Portugal, então é importante ganhar jogo após jogo. Claro que, desde criança, quando a gente joga bola, tem o sonho de participar de uma Eurocopa ou Copa do Mundo. Estou trabalhando para isso, precisava sair do Sion para ter oportunidade na seleção. E ela veio. Agora estamos perto de ir para a Rússia. Tomara que esse sonho eu possa realizar – afirmou.

Reprodução: GloboEsporte

Ver comentários

  • Bom jogador.. nivel bastante técnico... saida de bola... ataca bem.. agarra muito... bom gandula... bom roupeiro...

    Daqui a pouco teremos matéria do jogador que atua nas ilhas Salomão..

    • Mas ele é bom jogador mesmo, já vi alguns jogos dele pelo campeonato francês.

  • A pergunta certa é:
    Esse jogador já se tornou sócio torcedor? Ajudaria muito se se tornasse e poderia fundar uma embaixada do Flamengo por lá angariando novos sócios torcedores (recebendo em euro fica uma pechincha) e ajudando a internacionalizar ainda mais a marca.
    SRN

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