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O Flamengo para os ricos ou para os pobres?

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O Flamengo vivenciou um longo período na sua história onde era comum observar negociações lesivas a instituição e inúmeras vezes também aos atletas que não recebiam o prometido e por consequência acionavam a justiça. Também era notório o déficit estrutural do clube, faltava local adequado para treinamentos, equipamentos e qualificação da equipe que geria o futebol.

A partir da chega do Eduardo Bandeira de Melo e uma equipe de gestores com perfil profissional, experiência em empresas e no mercado financeiro, o clube se tornou mais responsável e organizado.

Atualmente, o Flamengo conta com um bom centro de treinamento, estádio provisório, programa sócio-torcedor, paga em dia seus atletas e tem conseguido controlar suas dividas. Em sua segunda gestão o aplicado presidente conseguiu muitos feitos administrativos. Parece até um milagre, concordam?

É preciso mencionar que o sucesso administrativo ainda não gerou grandes vitorias dentro das quatro linhas. Faltam títulos expressivos e uma melhor compreensão sobre futebol para o Bandeira. Mesmo assim ele conseguiu um feito magnífico, sem dúvida hoje, mesmo não jogando futebol, marcando gols ou dando assistências, o presidente do Flamengo se tornou um ídolo.

Não poderia ser diferente! Em um país onde a corrupção impera e tem o futebol cercado de canalhas, Bandeira se tornou um exemplo, a “luz no fim do túnel”.

Diante de tantos feitos, do sucesso financeiro do clube, mesmo sendo otimista quanto a conquistas futebolísticas num futuro próximo e observando o Flamengo cada dia mais forte, algo me preocupa — O afugentamento dos torcedores menos favorecidos do estádio.

O repórter esportivo Mauro Cezar Pereira (ESPN), dentre outras personalidades da mídia esportiva, tem usado de muita coerência destacando sistematicamente o preço abusivo dos ingressos e a dificuldade que os não sócios do clube tem em ir aos jogos. Não se pode esquecer que estes torcedores são também peça fundamental na engenharia financeira do clube, assistem jogos na TV, divulgam a marca nas suas discussões entre amigos, nas redes sociais, enfim, fazem parte do Marketing. Não é de costume geral dizer que o Flamengo é um time de massa?

Acredito na sensibilidade do Bandeira de Melo e espero que a dinâmica de valorização dos sócios não venha a prejudicar os menos favorecidos de frequentar o estádio. Todos devem ter o direito de levar seu filho e comemorar os gols do Guerrero, Diego e companhia… O Flamengo não é exclusivo para os ricos ou pobres — O Flamengo é para todos!

Mauricio Dias

Reprodução/Twitter Thayuan Leiras

Ver comentários

  • Infelizmente, você nem parece Flamenguista. Está querendo voltar aos presidentes do passado.

    • O problema da Iha e atras do gol com cadeiras do lado da arquibancada dos visitantes é o setor que ninguém vai, coloca esse setor mais barato, faça uma promoção, não esta arrecadando nada com esse setor mesmo .

  • a gente precisa ter a noção de que, por mais barato que o ingresso seja, as pessoas de renda mais baixa não podem ir ao estádio em todos os jogos, e manter o preço baixo não é rentável.. o que pode ser feito é um plano sócio-torcedor especial gratuito pra galera que ganha até, sei lá, 2 salários mínimos. esse plano daria direito à compra de um ingresso com preço reduzido (por no máximo 2 jogos seguidos), limitado a uns 10 a 15% da carga total de ingressos, dependendo do jogo.. assim o Flamengo continua faturando e os mais pobres podem continuar prestigiando o time

    • Já pensou quanta gente que ganha menos que dois salários mínimos, como estagiário, por exemplo, mas tem papai e mamãe que ganham muito, mas muito mais que isso, vai se associar?

      • Aí já não é problema do Flamengo.. É problema da canalhice alheia.. Esse limite que falei de no máximo 2 jogos seguidos forçaria uma rotatividade. Por mais que existam os desonestos, os que realmente precisam teriam chance

        • O problema amigo é que na sua solução só seria possível exigir a faixa de salário. Eu exagerei na renda dos pais, mas sempre haverá uma zona cinzenta. O que quis dizer é que a renda não é só o que se ganha, mas também aquela auferida pela família como um todo, inclusive as nuances, como por exemplo, quem tem casa própria ou não. É complicado. Te garanto que, ainda assim, o pobre seria excluído. A única solução mesmo é o Flamengo abandonar as receitas da bilheteria e esquecer sócio-torcedor. Aí abandonaremos de vez o sonho de ver o Mengo com saúde financeira.

          • Sua solução é virar um vasco então, um américa... Ta serto

          • Pelo contrário. Acho que não tem solução. Os preços, infelizmente terão que ser como são mesmo. Mas já que essa discussão sobre a ausência do pobre no estádio está tendo tanta acolhida, estou refletindo se existe uma fórmula para isso e não consigo enxergar. Apontar o problema é fácil, mas solução viável realmente ninguém tem.

        • E outra questão. Não se trata de xingar e se indignar contra a "canalhice alheia". O fato é que ela ocorrerá, às vezes até por "inocência", já que a zona cinzenta vai existir. Com certeza, vai haver situação em que o sujeito vai se perguntar se ele se enquadra ou não na "categoria de pobre que precisa de uma ajuda para ir ao estádio".

          • Sim. Não no sentido exato da palavra. Haverá sim quem estará em dúvida se se enquadra na categoria que se quer alcançar.

  • É fácil criticar a diretoria do clube e dizer que a mesmo é elitista e que administra o clube para os ricos deixando de fora os torcedores mais pobres.
    Quero ver esses caras da imprensa dizerem que quase 20% dos torcedores não pagam ingressos por força de uma lei do Estado do RJ que dá gratuidade a milhares de torcedores. Quero ver esses caras baterem na FERJ porque a mesma cobra 10% do valor da renda nos jogos do Flamengo onde outras federações cobram a metade ou até mesmo 3%.
    Quero ver esses caras fazerem campanhas contra a FERJ e a CBF e contra essa politica de gratuidades que impera no RJ.

    • Até falam das gratuidades e meias entradas Márcio, Mauro César é um deles. Mas, caso algum vereador tente extingui-las, esses jornalistas apoiarão sem medo da contradição qualquer ação dos indignados de plantão, sempre apoiados pelos blackbloks e congêneres. Vão se extasiar com "ocupações" da câmara e quem sabe, da sede do Mengo. Aí, saberão que alcançaram sua meta.

  • Muito bonito isso.Não conseguimos encher nem a Ilha logo nós a torcida cheia de recordes de público ao longo dos anos setenta, oitenta e noventa. O professor Rueda deve esta com uma certa dificuldade de entender esse negócio de Maior Torcida do Mundo.

  • Só não acho certo pagar um dinheiro para reformar um estádio para deixar setores fechados, um valor elevado em uma final de campeonato eu até entendo. Acho que está faltando um pouco de sensibilidade, a médio-longo prazo talvez até perdemos futuros torcedores por causa disso.

    • Aí, eu acho, que não é nem falta de sensibilidade. É a tal precificação, penso que essa é a expressão que define a questão. Mas não é fácil mesmo acertar. Concordo que a Diretoria deveria melhorar na percepção de qual jogo atrairá mais gente ou não. Mas, repare, eu nem a critico, pois essa, me parece, é uma sabedoria difícil de alcançar. Mesmo assim, perceba que a única solução seria vender todos os ingressos a baixo preço nesses jogos de menor apelo. Ou não?

  • Afirmam alguns historiadores que o Fla aumentou sua torcida lá no início, entre outras causas, por que, ao contrário de Clubes como o Paysandu, o Vasco, o Flu, entre outros, treinava num campo aberto, acessível aos mais pobres. Assim, independente de sermos a maior torcida em qualquer segmento social, seja por renda, nível de escolaridade e faixa etária, a verdade é que a responsabilidade financeira acaba por afastar sim certa parcela da população do estádio. Este é um efeito colateral que ninguém pode em sã consciência dizer que é bom. O ideal é que o país mudasse, que a pobreza diminuísse. Como isso pode ocorrer já é uma outra discussão muito mais longa. Entretanto, só vejo uma solução eficaz para que o pobre possa ir ao estádio. É a redução do valor de todos os ingressos. Infelizmente, se qualquer um pensar bem, não há alternativa. O problema é que, caso isso ocorra, o sócio-torcedor vai praticamente deixar de existir. Sei que tem gente como eu que contribui mesmo sem ter comprado um ingresso sequer, até por morar fora do estado do Rio. Mas essa não é a maioria. Talvez o Fla deva renunciar à receita do estádio. Mas não é simples. O Clube não apenas vai perder renda, ele vai tomar prejuízo, já que o custo de um estádio, seja o do Maracanã e mesmo o da Ilha existe, e ingressos baratos não vão pagá-lo. Enfim, ou diminui todos os ingressos ou alguém proponha uma forma genial de reserva de mercado dos ingressos para os pobres.

  • Tá certa a diretoria. Pra manter o nível de administração e futebol que temos atualmente, exige-se muito dinheiro. Tá parecendo o PT, iguala todo mundo na miséria pra dar igualdade a todos. O resultado vai ser o Flamengo falir de novo. Não existe direito de ir a estádio. Existe fazer um esforço para conseguir o dinheiro do ingresso, mas muito mais barato é ser sócio-tocedor. Tem plano de 30,00 reais mensais. Eu moro longe e nunca fui a um jogo no Rio e torço muito pelo Flamengo. E garanto que ver pela TV, pra mim, é muito melhor do que no estádio. Pago PFC e vejo tudo do Mengão. Não troco o conforto de assistir ao jogo em casa pelos transtornos de comparecer a um estádio.

    • Concordo com voce que para manter o nivel de administração do futebol temos que ter MUITO DINHEIRO.
      Agora quanto ao PT igualar todo mundo na miséria é meio esquisito voce falar isso, pois, na cartilha dos neoliberais (PSDB,DEM,PMDB) só se ouve falar em cortes para a classe trabalhadora (seja nos salários, seja nos direitos trabalhistas, seja nos direitos previdenciarios, seja na educação, seja na saude).
      Será que adotando essa politica esses partidos com pensamentos neoliberais estariam igualando todo mundo na riqueza?

      • So nao sei qual politica neoliberal foi aplicada no Brasil.

        No demais sobre os partidos concordo com você.

        • Voce não acha que esse praticamente 1 ano e meio de governo Temer com toda essa sanha por reformas e cortes já não é um indicio de um governo com politicas neoliberais?

          • Não vejo o governo tentando acabar com a burrocracia ,com os impostos (ao contrario ,so vejo querendo aumentar mais ).Eu so vejo funcionario publico do juciario ganhando 600 mil por mes .Liberalismo é o que nao tem no Brasil .

          • Voce tem que mudar o foco......
            Voce acha que governos neoliberais não cobram impostos?
            Quanto ao salario do judiciario, concordo com voce, MAS, tenha em mente que isto é uma tradição brasileira e de outros países, onde determinada categoria recebe salários estratosfericos, enquanto a maioria sobrevive com salários muito baixos.

          • Reforma trabalhista e previdenciaria é algo que o país precisava e não tem nada de neoliberal nisso.

            Você pode não gostar da forma que foi feita ou achar que quem fez não tem legitimidade governamental para fazê-lo, mas como estava não dava pra ficar.

            O governo anterior do qual o atual presidente foi eleito junto (ou não foi?) já tinha iniciado os cortes e declarava falta de verba. Também não a nada de neoliberal.

            Não é nada neoliberal aumentar impostos cm Temer fez também.

            Ser neoliberal é apoiar a iniciativa privada, o microempresario e diminuir o tamanho do estado. Não vi nada disso atualmente. Reveja seus conceitos.

          • Quando citei as reformas feitas pelo governo atual voce certamente deve saber que elas se enquadram dentro do receituário neoliberal.
            Quanto a apoiar a iniciativa privada, o microempresariado e o tamanho do Estado são topicos que todos nós como cidadãos esperamos que todo governo, de direita ou progressistas, tenha como prioridade.
            Devolvendo o seu conselho: Analise a todos os lados da questão.

          • Esses partidos nao sao de direita cara,de onde vc tirou isso. Eu tinha feito um comentario explicando tudo, mas infelizmente o MODERADOR DO COLUNA excluiu meu comentario.

          • As reformas devem ser feitas pelo governo de plantão, não tiveram coragem de fazer em mais de uma década. Reforma doi e fica mais dificil de aceitar quando vemos a farra nas contas publicas que e feita.

            Todos países desenvolvidos e que a população envelheceu teve que passar por eles e passarao novamente cm o passar dos anos.

            Ainda aguardo um governo neoliberal aqui no país, e não tem nenhum candidato nem partido grande com essa proposta, infelizmente.

    • Mauro Cezar (o principal que fica martelando sobre os ingressos) é simpatizante do PSOL. Faz todo sentido ele realmente defender essa lógica populista "pão e circo" de ingressos quase de graça, o partido dele beija a bunda de Maduro e qualquer outro ditador desse calibre.

      • Certíssimo. Mauro Cezar quando fala de futebol é muito bom, mas quando se envereda pela política enlouquece. KKKKKKK Hoje em dia gravo os programas da espn ou assisto no site. Quando a ladainha ideológica começa eu pulo.

      • Não fala besteira não. Não se trata de simpatizante de A ou B, existem, sim, torcedores pobres que iam aos jogos e não vão mais e é neste público que muitos jornalistas, principalmente em se tratando de flamengo, clube da massa, da favela, dos pretos, ponderam os valores dos ingressos. Pesquise rapidamente, consulte os públicos do maracanã na época da geral ou ao menos até a última reforma (anterior a desconfiguração), onde iam públicos variados. Hoje não, não há um local "popular", isso é fato. Também é fato que para chegarmos ao nível que chegamos hoje, com pagamentos de contas, com equidade financeira, deixamos de fazer caridade com o chapéu do outro, viramos responsáveis e precisamos aumentar o lucro senão só iríamos em direção ao buraco, portanto, o que se deseja é chegar ao equilíbrio entre as contas que necessitamos pagar e incluir um público que era o grande impulsionador do clube em seus tempos passados. Flamengo é de pessoas, não é de partido, nem de classe social, contudo, suas pessoas pertencem a classes sociais, tem simpatia por partidos o que se quer é que todos estejam dentro do estádio.

        • Tenho algumas perguntas a você primeiro quantas vezes no mês está parcela de pessoas iam ou sua quantidade segundo Vasco terceiro quanto seria na sua opinião o preço justo para esta parcela da torcida quarto como fariam para mesma comprá-lo sem extraviar e ou ir para quem não precisa ou para cambistas.

          • Se eu tivesse todas as respostas, seria o dono do mundo a mais fácil é a segunda rs... Mas sério, para a primeira e a terceira são necessários um rápido estudo de caso com perguntas fechadas a pessoas que moram na periferia/comunidades/favelas, de baixa renda para termos uma ideia do valor aproximado a realidade deles; comprar sem extraviar é um problema que independe do flamengo, está no dna maldito do ser-humano (rico ou pobre), o máximo que o flamengo pode fazer é o que fizera, por exemplo, no pré sócio-torcedor, cadastrar o cpf e identidade da pessoa para que ela compre o seu próprio ingresso, eliminando a chance de cambista em cima de uma pessoa. Se o cara não é sócio-torcedor, não tem grana pra bancar todos mês, que seja cadastrado ou no site ou na bilheteria indicada para aquele fim, obrigando-o a levar seu documento com foto tanto para a compra, como para o jogo (exceto se for ingresso inteiro). Se for ingresso inteiro, o documento com foto deve ser exigido no ato da compra, no acesso ao jogo não, basta a apresentação do ingresso (A comprou e não pode ir e passou para B). Se tiver direito à meia-entrada? Aí muda de figura, deve-se diferenciar o ingresso, requerer no ato da compra o documento comprobatório para a meia-entrada, não sendo necessário este documento no dia da partida a não ser a identidade, pois no ingresso estará o nome e o número da identidade do torcedor; no jogo, dar acesso diferenciado no estádio, exigindo (e não fingindo) a apresentação do documento de identidade provando que aquele ingresso é de fato daquele torcedor (porque a meia é dele e não de outrem). Onde deve ser feito isso? Bem antes da roleta, para que o cara não crie confusão nela.

          • Bem ja que a sua resposta aqui ficou mais completa vou te responder por aqui, sou contra a exclusão tambem, porem sou contra este socialismo nos lucros e preciso verificar a demanda x oferta (uso como exemplo meu sonho de ter um camaro mais so posso ter um gol, a culpa nao e da chevrolet e nem de quem pode comprar e sim minha por nao ter condições para isto).
            Vendo suas sugestões vamos a elas: Esta pesquisa sobre o perfil eu ja comento a tempo aqui em outros sites, deveria se feita para melhorar o ST conhecer mais Flamenguista/Torcedor/Cliente, seja por um telemarketing agressivo seja por pesquisas nos proprios jogos ou em locais etc (o que demanda uma quantidade de dinheiro que ah meu ver vale a pena).
            Considerando isto feito este cadastro teriam que estabelecer um valor/pessoa para entrar neste perfil,cobrar por isto um custo mensal (sim é necessario porque isto nao sai de graça para fazer esta infraestrutura) e estabelecer o ingresso, e ai sim como vc sugeriu estabelecer que cada pessoa tenha direito a apenas 1 ingresso por inscrição e sem direito a meia, isto em jogos eventuais de menor apelo.
            Quando as pessoas fazem sugestões (sejam elas viaveis ou nao e a sua me parece viavel) da para entrar em uma discusão o que nao da e quando se reclama do preço por reclamar sem sugerir alternativas viaveis.
            Obs: jogos como este da final da copa do brasil ou jogos de mata mata perto das finais ou se quem sabe se chegarmos no corinthians vai desculpar mais nao daria para fazer isto pois teremos demanda, para mim esta sua ideia funcionaria para jogos dos estaduais primeira liga jogos inicias do mata mata e jogos de pouco apelo no brasileiro (quem sabe nao seja colocado em pratica apos o flamengo ficar com maracana ou no nosso SONHO do estadio proprio.)

          • Futebol é negócio, mas também é entretenimento, bem como socialização/educação a ponto de ter uma lei (não lembro qual, me perdoe) que garante certas regalias que nós meros mortais não temos.

            Respondendo por parágrafos, inicio pelas questões do segundo: A pesquisa de renda do torcedor deveria ser vista como um investimento e não gasto. Porque através dela que o clube teria a dimensão aproximada do que deveria fazer para abocanhar o máximo do seu filão, nós, os torcedores. Em dias de jogos seria complicado em razão da aglomeração. Então, minha sugestão é que se deveria ir até as comunidades/favelas/periferia para realizar o estudo. Além de ser mais impactante para o torcedor da periferia/favela ver o seu time indo atrás dele para fazer uma pesquisa.
            Terceiro parágrafo: Este item de cadastro seria realizado, segundo o que pensei, quando a pessoa fosse adquirir o ingresso, não se misturaria com a pesquisa de renda do torcedor. Seria a opção de compra apenas e exclusivamente para o torcedor não ST, daí seria posto as condições e os limitantes conforme mencionei. Não teria correlação alguma com o ST.
            Obs: Voltamos ao que falei no primeiro parágrafo, futebol é negócio. Portanto, o valor do ingresso de jogos com maior apelo, devem e serão majorados, por razões óbvias, contudo, deveria se levar em conta a realidade da economia brasileira em que muitos, como eu, estão lutando para cumprir seus compromissos face a recessão que encontramos, mas gostariam se desse para ir a um jogo de grande apelo. Obviamente 99% ficará de fora e isso é ponto pacífico. Quanto a um estádio, não devemos perder a esperança.

  • O Maraca não é o mesmo da década passada.... A culpa não é só da diretoria... Não temos estádio.... As arenas só servem para países com boa renda... Não é nosso caso. E ainda tem os políticos do Rio e a FERJ... Que ajudam muito os clubes cariocas... (Sarcasmo)

    • Em jogos de menos apelo à ilha do urubu nunca lota. A questão é afastar o torcedor de menor renda, mesmo que isso signifique que não consigamos lotar um estádio com a mísera capacidade de 20 mil pessoas.

  • A coluna mostra um problema já identificado e não apresenta nenhuma solução. Há inúmeras variantes sobre a questão que a torna muito mais complexa do que possa parecer. O maraca não é o mesmo. Hoje é um estádio caríssimo, chega a ser escorchante o que cobram para o FLA atuar nele. Além do aluguel do estádio, há um gasto infinitamente maior com segurança, pessoal, taxas e equipamentos. Por conta do custo do maraca, não dá para se imaginar ingressos a 20 ou 10 reais, principalmente numa partida de apelo, como uma final. Com a crise econômica atropelando na população de baixa renda (onde estão as panelas?), qualquer 50 reais afasta o povão do estádio. Ademais, o maraca está num imbrólio terrível sem perspectivas de soluções favoráveis. Temos a ilha que é um estádio digno para quem não tinha onde jogar e era constantemente ridicularizado pelos adversários, inclusive com negativas públicas de cessão de outro estádio alugado. Bola dentro da diretoria. Mas é pequeno e de difícil acesso. Todavia, a grande questão é o programa ST, uma das grandes fontes de renda do FLA. Com o sucesso do plano, caso se coloque o ingresso a que preço for, os ST comprarão todos on ingressos, deixando o povão de fora. Então a questão é: manteremos o mais rentável programa ST do país e fundamental para as finanças do FLA ou abriremos mão dessa fonte de renda e provavelmente pagaremos para jogar em 99 por cento das partidas? Quem tiver a solução...

    • Perfeito. Venho questionando isso desde que esse assunto virou tema dos indignados de plantão. Quero menos ostentação de virtude e bom mocismo e mais solução para o problema que eles mesmos levantaram.

    • A única coisa que precisa ser modificada no ST do Flamengo é colocar uma prioridade por assiduidade que hoje não tem, pois hoje vou a 10 jogos de menorr apelo e no 11 de grande apelo não teria prioridade sobre a compra do ingresso, pois a prioridade só leva em conta o valor do plano pago. Acho que deveria ter um rank com pontuação por valor do plano + assiduidade.

    • Boas palavras. Não há como voltar à época da caridade com boné alheio. Essas demandas apresentadas por você são óbvias, mas pondero a falta de sensibilidade em alguns momentos. Por exemplo, flaxpalestino, o flamengo já estava classificado antes do segundo jogo, poderiam ter a sensibilidade de, mesmo com os valores dos itens obrigatórios que você citou, colocar ingressos mais baratos (sem meia-entrada para sócios) para que quem normalmente não ia, pudesse ir. O público foi 5.170 pagantes e 6.074 presentes, renda de R$200.405,00. O preço médio inteiro foi de 115 mangos p não sócio e 75 p sócios, se tivessem, numa conta muito simples, diminuído o valor do ingresso inteiro em 40%, o valor ficaria em 70 mangos p não sócio e 45 p sócio. Destinando os setores leste, oeste e metade do norte para sócios; o sul e metade do norte para não sócios, poderíamos ter com os valores que falei, R$74.235,00 com o sul cheio, com todos não sócio pagando meia-entrada, metade do norte com não sócio pagando meia R$77.245,00; os lugares dos sócios renderia R$613.530,00. Somando sócio c não sócio R$765.010,00. Isso num jogo sem muito apelo, 3x mais que os 5 mil renderam ao clube assistindo aquele jogo. A conta foi simples, foi tudo simples, baseando apenas na hipótese, contudo, o flamenguista vai a jogos e num jogo como o daquele dia, seria bem provável que fosse em peso se o preço fosse menor.
      Segundo matéria do próprio coluna do flamengo, a capacidade de cada setor é: N - 4.414, S - 2.121+2.000, L - 6.437, O 4.990.

  • Pronto. O sr. colunista já teve a chance de expor seu bom coração. Agora que se aliou aos insufladores de indignação e plantadores de ventos tem o dever moral de apresentar a solução, ou pelo menos tentar. Como já disse e repito, a única saída é diminuir o valor dos ingressos como um todo, esquecer o programa sócio-torcedor, a responsabilidade financeira e aí, já era amigos, a bagunça volta, e o pior é que, mesmo assim, não sei se seria viável, já que os cambistas é que lucrariam. Salvo se um dia o Flamengo tiver patrocínios tão gigantescos que poderá se dar ao luxo de renunciar à renda dos ingressos, além de assumir o prejuízo dos jogos deficitários na bilheteria. Só espero que ao menos a maioria da torcida não embarque nessa canoa furada. Quem o fizer, aviso de antemão, está aceitando ser manipulado por certa imprensa que acha que tudo é política, que qualquer evento da sociedade pode ser usado com objetivos ideológicos.

    • Enquanto não tivermos um estádio próprio essa conversa pra tumultuar vai continuar...SRN CAio Sá

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