Notícias

PC Vasconcellos: “O exagero com os técnicos”

Compartilhe

O Flamengo que se viu diante do Botafogo ainda não tem nem uma cutícula do Reinaldo Rueda. Querer atribuir ao treinador o poder de ter transformado o time, dois dias após ser apresentado, é mais um capítulo da série Técnico Super Herói, que começou no século passado e promete ter vida longa.

Não tenho dúvidas de que a classificação do Flamengo à final da Copa do Brasil, caso se confirme na próxima quarta-feira, será inteiramente atribuída ao Reinaldo Rueda. É um grosseiro erro de avaliação, mas tenho a impressão de que o olhar para o futebol mudou em definitivo e ao técnico cabe o papel de astro, todo poderoso e ao jogador o de mero coadjuvante. Vivemos na Ponte Aérea da Euforia-Depressão, em todos os segmentos da sociedade, e a observação sobre futebol obrigatoriamente se concentra apenas no profissional que dá expediente à beira do campo. E a avaliação passa pelo resultado. Pouco importa o desempenho. Quanto mais resultados melhor. Exalta-se e crucifica-se o técnico com a facilidade que as luas trocam de fase.

O raciocínio não se aplica apenas ao Rueda. Todo o sucesso do Botafogo é colocado na conta do Jair Ventura, embora ele faça questão de invocar e destacar a cumplicidade com os jogadores. Não fosse assim, diz o Jair para o deserto, e o Botafogo não estaria na disputa da Copa do Brasil e da Taça Libertadores. O mesmo raciocínio se aplica ao Grêmio, treinado por Renato Gaúcho. Ver o Grêmio atuar é um prazer pelo estilo de jogo, movimentação em campo e segurança no desenvolvimento do jogo. Claro que o Renato tem responsabilidade sobre o que se vê dentro de campo, mas não é cabível colocar os jogadores em segundo plano. Relegá-los a um papel de de executores de idéias, boas e ruins, só serve para deixá-los numa zona de conforto da qual muitos não querem mais sair. É por essa razão que tornou-se comum ouvirmos após o final do primeiro tempo: “vamos ver o que o professor tem a dizer”.

Racismo

Qualquer tipo de segregação é nojenta para ser educado. O solitário torcedor do Botafogo que ofendeu a família do Vinícius Júnior, quarta-feira à noite, no Nílton Santos, merece punição exemplar. Da justiça e do Botafogo. Há tempos criara e difundiram a idéia de que o estádio de futebol é territórtio livre para qualquer tipo de barbaridade. Sob o escudo da paixão, os abjetos encontraram pretexto para mostrar um lado que carregam e nem sempre conseguem mostrar. O racismo, assim como tantas outras formas de preconceito, não acontece apenas nos etádios. Mas o combate permanente, atento e com punições exemplares será capaz de, no mínimo, levar a uma reflexão. Não de todos, mas, pelo menos de uma geração, que cresce com outros conceitos. E nenhum deles rima com preconceito.

Reprodução: Blog do Pc Vasconcellos

Ver comentários

Notícias recentes

  • Destaque

Lucas Paquetá tem reação emocionante ao saber de acerto entre Flamengo e West Ham; veja vídeo

Qual foi a reação de Lucas Paquetá ao saber do acordo com o Flamengo? O…

04/06/2026
  • Notícias

STJD pode punir Flamengo por causa de 2 minutos

Flamengo venceu o Grêmio por 1 a 0, pela 15ª rodada do Brasileirão O Superior…

04/06/2026
  • Destaque

Novo técnico do Flamengo é sincero sobre situação do time em 2026: “Não é só vencer”

Marcelo Salazar chegou para assumir o time sub-20 do Flamengo O time sub-20 do Flamengo…

04/06/2026
  • Notícias

Ex-Flamengo revela pedido especial de Ancelotti para jogos da Seleção Brasileira

O que Ancelotti pede a Wesley, ex-Flamengo? Wesley concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira (04), antes…

04/06/2026
  • Notícias

Cria do Flamengo está entre os brasileiros mais valiosos da Premier League

Qual cria do Flamengo está na lista dos mais valiosos da Premier League? A Premier…

04/06/2026
  • Manchetes

Flamengo usa jogador para mandar recado a torcedores antes do início da Copa do Mundo

Qual foi o recado do Flamengo antes da Copa do Mundo?   A Copa do…

04/06/2026