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João Vitor Cirilo: “Hora de os gigantes resolverem”

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De um lado, o Flamengo. Do outro, o Cruzeiro. Lá, o Maracanã. Aqui, o Mineirão. Haveria palcos melhores para a grande decisão da Copa do Brasil? A final, que se inicia amanhã, às 21h45, coloca frente a frente times que, no início da temporada, tinham expectativas diferentes.

Mandante amanhã, o Flamengo, com a Libertadores e um dos maiores investimentos do país, decepcionou. Caiu na primeira fase do continental e, com o Corinthians disparado e a forte cobrança no Brasileiro, trocou de técnico, abraçou a Copa do Brasil e tem na competição a possibilidade de dar a resposta tão cobrada por torcida e imprensa. A confiança voltou.

A chegada do colombiano Reinaldo Rueda comprova a expectativa que se tinha sobre ele, já que já é possível perceber sua influência. A solidez defensiva foi uma exigência. Em cinco jogos, apenas um gol sofrido, sendo ele pela Primeira Liga, com time reserva e falha de Alex Muralha.

Aliás, sem Diego Alves inscrito, que problemão virou o gol, hein? Seria a melhor alternativa confiar no jovem Thiago e barrar o criticado Muralha? Mas o ataque também preocupa, já que nem o suspenso Guerrero nem o lesionado Vizeu jogam. São opções os jovens Vinícius Júnior e Lucas Paquetá ou o colombiano Berrío como 9, afinal ele já jogou assim com Rueda no Atlético Nacional-COL. Apostaria em Berrío de centroavante, e Vinícius Júnior aberto.

Já o Cruzeiro, com a perda do Estadual e apresentações irregulares no Brasileiro, também não empolgava. Porém, a capacidade de arrancar resultados neste mata-mata, cenário em que adora estar historicamente, foi conduzindo o time a uma decisão sem favorito, ainda mais sem o diferencial do gol fora, critério que já ajudou a Raposa.

Chegar eliminando gigantes, como São Paulo, Palmeiras e Grêmio, enriquece a caminhada.

Em campo, hora de as estrelas aparecerem. Do lado azul, esperança depositada sobre Thiago Neves, que marcou contra São Paulo e Palmeiras, mas não só sobre ele. A força coletiva será primordial. Quem poderia indicar que Hudson, decisivo contra São Paulo e Grêmio, seria tão fundamental como o meia? Também ofensivamente, acho que é o momento de Raniel brilhar ao lado de TN, Robinho e Alisson. Resta saber se ele será o escolhido por Mano Menezes.


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Pelo rubro-negro, Diego é a referência técnica em um time desfalcado devido ao regulamento lamentável. Muito se espera do camisa 35, mas Berrío também já foi decisivo, marcando nas quartas contra o Santos e fazendo a linda jogada do gol de Diego que valeu a classificação contra o Botafogo. Teremos dois grandes jogos na decisão.

Fonte: Opinião | Jornal O Tempo

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